Lutador diz que foi ele quem matou Flávio, mas a Polícia aponta contradições

O delegado Paulo Martins, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, afirmou agora há pouco que o lutador de MMA e ex-soldado do Exército Mayc Vinicius Teixeira Parede, 37, assumiu, em depoimento prestado naquela unidade, que foi ele quem matou o engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos na noite de domingo (29), no terreno onde o corpo foi encontrado, no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus. A autoridade ressaltou, entretanto, que existem várias contradições nos depoimentos de todos os envolvidos e não se sabe ainda a motivação do crime.

Martins garantiu que vai continuar as diligências para chegar à verdade sobre o assassinato. “Não basta a confissão”, disse ele reiteradas vezes, durante a entrevista. Na semana passada ele própria tinha afirmado que sabia, extra-oficialmente, que um dos presos assumiria a autoria do crime.

Continuam presos na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros José Edvandro Martins de Souza Junior, 31; Elielton Magno de Menezes Gomes Junior, 22; chefe de cozinha Vitorio Del Gatto; o sargento PM Eliseu da Paz de Souza, 37, e o próprio Mayc. Alejandro Valeiko Molina, locatário da residência onde todos eles se encontraram no domingo, junto com o engenheiro, foi transferido hoje do sistema prisional para a carceragem do 19º Distrito Integrado de Polícia, onde o caso foi registrado inicialmente. O desembargador José Hamilton Saraiva foi convencido pela defesa de que não havia argumento para mantê-lo em um presídio, já que todos os outros estão em unidades policiais.

Os depoimentos, segundo Martins, são muito contraditórios. “As versões são diferentes. Temos que continuar as diligências para podermos chegar ao que realmente aconteceu”, afirma. Em determinado momento da entrevista ele chegou a dizer que o depoimento do assassino confesso era “uma história sem pé nem cabeça”. O delegado disse que o lutador afirmou sempre fazer ronda no local, o que ocorreu no domingo à noite.

ASSUMIU TUDO

A defesa de Mayc disse que ele assumiu tanto o assassinato de Flavio quanto o esfaqueamento de Magno. E que ele não foi mandado ao condomínio Passaredo por ninguém, apenas acompanhou da Paz, que é seu amigo há muito tempo. Ele inclusive disse que o policial não agrediu nenhum dos participantes da festa.

O lutador afirmou ainda que tirou Flavio vivo da residência e o imobilizou com um golpe de jiu-jitsu.

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