Liliane Araújo deixa o PPS, por discordar do apoio a Amazonino

Depois de disputar uma eleição para a Assembleia Legislativa pelo partido em 2014, sair em 2016 para concorrer à Câmara Municipal de Manaus pelo PR e retornar logo depois, para disputar o Governo do Estado na eleição suplementar, a jornalista Liliane Araújo anunciou hoje a saída do PPS, por discordar da decisão tomada ontem pela legenda, de caminhar com o ex-governador Amazonino Mendes (PDT) neste segundo turno.

“Minha saída ocorre por não concordar com a decisão do partido de apoiar candidato da velha política. Não consigo estar inserida em um grupo onde temos que ser ‘cegos’, ‘mudos’, ‘surdos’ e tolhidos de pensar, opinar ou divergir, Também não sei ficar sem trabalhar ou contribuir para uma sociedade mais justa. Não me intimidarei com ameaças e boatos envolvendo o meu nome. E em respeito aos meus eleitores, amigos e familiares decidi seguir o caminho mais coerente e verdadeiro para uma construção de uma nova política, bem distante de vícios, manobras e jogo sujo que estão acostumados a fazer para chegar e se manter no poder”, diz nota distribuída por ela.

Liliane também não declarou apoio a Eduardo Braga (PMDB). “Vou seguir lutando, pois a população está muito angustiada com a situação financeira da família, com a falta de serviços públicos e está buscando algo no que acreditar. Conseguimos, de alguma forma, passar uma mensagem de esperança e de uma mudança verdadeira. Vou seguir minha vida normalmente como jornalista e mãe. Buscarei estreitar ainda mais a minha conversa com todos vocês. Vou continuar cobrando do poder público um serviço de qualidade para o cidadão. Vou continuar visitando as comunidades da capital e do interior, isso eu sei e gosto de fazer, isso está no meu coração. Eu gosto de gente”, completou.

A jornalista não conseguiu confirmar o registro de sua candidatura ao Governo, mas ainda assim pôde ser votada e recebeu 64.013 votos, ficando em quinto lugar na disputa, à frente de políticos com vários mandatos, como Luiz Castro (Rede), Wilker Barreto (PHS) e Marcelo Serafim (PSB).

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