“Muita mentira sobre o Programa Mais Médico está sendo disseminada pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL)”, criticou o deputado José Ricardo (PT), durante a Sessão Plenária desta quarta-feira (21), que debateu a saída dos médicos cubanos do Programa Mais Médico e que prejudicará a população mais pobre do Estado. Ao todo, serão 292 médicos a menos atendendo nos municípios do Amazonas.Para o José Ricardo, o presidente eleito, que ainda nem assumiu, está invertendo as coisas, colocando a culpa por esse prejuízo que o Brasil terá em Cuba e omitindo que sempre foi contrário a esse importante programa federal da área da saúde. Ele lembrou também que Jair Bolsonaro, durante a campanha eleitoral deste ano, declarou por diversas vezes nos meios de comunicação que iria acabar com a presença de médicos cubanos no Brasil, quando assumisse a presidência do país.
Além disso, na Câmara dos Deputados, ele votou contra a criação do Programa Mais Médico e entrou até na Justiça para tentar impedir a continuidade dessa proposta. E ainda colocou em dúvida a capacidade e o profissionalismo dos médicos estrangeiros. Por conta, depois de tantas agressões verbais, o Governo Cubano decidiu encerrar o contrato com o Brasil, atingindo diretamente esse importante programa que salvou a vida de muitas pessoas pobre do país, principalmente da região norte.
“O fato é que o Amazonas vai ser gravemente prejudicado, pois vai perder quase 300 médicos que atuam no interior do estado, locais que antes não tinha médico nenhum, onde as condições de trabalho não são boas. Em Parintins, por exemplo, tem 13 médicos atendendo a 17 mil indígenas dos municípios do Baixo Amazonas. Desse total de médicos, 12 são cubanos que vão embora e que deixarão essa área desassistida”, destacou José Ricardo, que esteve este final de semana no município para fiscalizar os serviços públicos.
Cuba contribui com conhecimento na área da saúde com 66 países. Muitos deles de forma gratuita e solidária, por meio de médicos que são funcionários públicos, portanto, assinam contrato aceitando as condições de trabalho e salarial. A diferença salarial é utilizada pelo Governo para manter as universidades, para formação dos profissionais e para garantir todos os direitos trabalhistas e de seguridade dos profissionais da saúde que atendem em outros países.
Governo convoca concursados do Cetam
Ainda durante a Sessão Plenária desta quarta-feira, o deputado José Ricardo destacou a convocação dos 110 concursados do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam). Para ele, que acompanhou e apoiou a luta desses trabalhadores, a decisão foi acertada, uma vez que o Governo pretendia terceirizar, ao invés de chamar os profissionais habilitados que tinham direito às nomeações.
“Acompanhei e apoiei essa luta, fazendo denúncia aos órgãos e depois de 4 anos de muita pressão, insistência e persistência, finalmente, o Governo do Estado resolveu fazer a justa nomeação dos aprovados em concursos”, destacou.
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