Irritado com Eduardo e Omar, Bolsonaro pune o Amazonas com bloqueio de R$ 160 milhões

O jornalista Reinaldo Azevedo disse hoje em seu blog que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) determinou o bloqueio da liberação de emendas ao Orçamento da União destinadas a municípios do interior do Amazonas pelos senadores Eduardo Braga (MDB) e Omar Aziz (PSD), irritado com a atuação dos dois na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia. Segundo a publicação, cerca de R$ 160 milhões já teriam sido usurpados dos amazonenses, recursos destinados preferencialmente à saúde.

Os dois senadores não se manifestaram ainda oficialmente, mas o blog apurou que não pretendem mudar de postura na CPI.

O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) foi um dos que repudiou a atitude, em pronunciamento hoje na tribuna da Assembleia Legislativa. Para o parlamentar, o “contra-ataque” do governo federal não está punindo os senadores, mas punindo o povo dos municípios. “Fico perplexo com isso, porque cortar a emenda de senadores para municípios significa cortar acesso da população desses municípios em favor do bem-estar da coletividade. Isso é muito ruim”, disse.

O líder do PSB na Casa Legislativa ainda disse que o corte das emendas é uma prática de “politicagem” por parte de Jair Bolsonaro.

“Política é uma coisa muito bonita, mas esse tipo de política, que não chamo de política, chamo de politicagem, e é muito feio. Que culpa tem o povo de Parintins por conta de uma posição adotada por este ou aquele senador? Nada! Se o senador apresentou uma emenda e esta foi aprovada e está no orçamento ela deve sim ser executada, porque senão quem perde é o povo. Quem perde é a democracia”, afirmou.

Serafim prestou solidariedade aos senadores Omar Aziz e Eduardo Braga e reafirmou que eles têm o direito de defender seus posicionamentos políticos.

“Isto é um absurdo e quero daqui repudiar a atitude do governo federal e me solidarizar com os dois senadores. Todos sabem que nós não temos vínculos políticos e nem eleitorais, mas não é correto que a população do Amazonas pague por algo que é legítimo. O senador foi eleito. Ele tem mandato e tem direito a defender a sua posição, gostemos ou não delas. Agora, retaliar o povo do estado por conta da postura, dentro dos limites da democracia dos dois senadores não é correto. Fica, portanto aqui, o meu repúdio ao governo federal”, concluiu.

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