Irã, o Vietnã de Trump?

A história das guerras sempre foi contada pelos vencedores.

Sobre a atual guerra no Oriente Médio que envolvem EUA, Israel e Irã, por enquanto, apenas batalhas de narrativas de parte a parte são disseminadas nas mídias em geral.

Ninguém ousa gabar-se de vencedor em meio a um conflito que expõe e determina uma série de interesses, perigos e consequências para a região árabe e quiçá para o resto do planeta.

São seguidas e impressionantes as fanfarronices de D. Trump sobre essa guerra.

Entre insensatez, temor de alastramento e perdas econômicas avassaladoras, nem os EUA, nem Israel, tampouco Irã e nem ninguém de fato, poderão bater no peito e dizerem-se vencedores porquanto, muitas variáveis ainda precisam ser equacionadas.

Trump e o povo americano sabem e conhecem muito bem o drama e seus pesadelos vividos pelos EUA e seus militares 

durante a guerra do Vietnã e colocam o pé no freio antes de decidirem por uma invasão ao Irã.

Algo porém precisa ser decidido e feito para por fim ao regime sanguinário, diabólico e absolutista dessa autocracia iraniana que traz consigo enorme desassossego para a paz mundial com sua obsessão em construir uma bomba atômica. Oremos!

Perseguição aos opositores, sufocamento de manifestações, morte aos gays em praça pública, igrejas cristãs fechadas, domínio total sobre a mídia, submissão das mulheres, machismo desenfreado, educação com base na sharia, entre outras barbaridades, saltam aos olhos há décadas nesse país islâmico.   

E porque então os EUA, a maior potência bélica do planeta não consegue por seus dedos no âmago do país persa, sufocar o regime e tomar de assalto essa república islâmica?

Não há uma única resposta porém, existe uma série de fatores e nuances os quais podem impor desdobramentos terríveis para essa região do conflito.

A começar pelos fatores econômicos, jamais se pode olvidar que o planeta depende em quase 40% de todo o petróleo produzido e negociado pelos países do Oriente Médio.

Depois vem o tamanho geográfico do Irã e seu poderio bélico em que se situa como o maior da região impactando enormemente para que esse país persa possa trazer sérias perdas humanas, materiais e econômicas para seus vizinhos.

Outro fator preponderante é que a população iraniana perdeu completamente a capacidade de reação e, sem lideranças e sem armas, não conseguem reagir. Na mais das vezes, a reação não passa de protestos nas ruas com massacres da população por parte do regime.

Entretanto, o fator geopolítico é que pesa e muito para que EUA, China, Rússia e Israel, resolvam essa equação muito complicada e difícil.

Tudo e todos em parte ou completamente, dependem do petróleo produzido no Irã e também necessitam de livre trânsito no estreito de Ormuz.

É por esse canal oceânico que trafegam enormes petroleiros e por onde 20% do petróleo que abastecem o planeta precisam passar todos os dias.

Aí já dá para avaliarmos o enorme poder da república islâmica e o estrago que pode causar o fechamento dessa passagem.

Trump por diversas vezes falou demais e tergiversou muito durante esse conflito o que de certa forma denota enfraquecimento perante o mundo e principalmente perante seus adversários.

Ele sabe que não pode cometer o erro fatal de deixar que o regime iraniano saia fortalecido ou que Israel, seu parceiro de guerras na região, perca o poder porquanto, o país judeu é uma especie de território geográfico e bélico americano fincado na região.

No mais é torcer para que Trump tenha de fato algo na cartola que possa levar ao sufocamento do regime iraniano, libertando o povo da tirania dos aiatolás e devolvendo ao povo persa, à região e ao planeta, a paz ainda que por meio de uma guerra que traz perdas e dores.

Té logo!

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