A concessionária Águas de Manaus, alvo de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal de Manaus (CMM) atua na cidade desde 2018, quando substituiu a Manaus Ambiental nos serviços de saneamento, água e esgoto da capital amazonense. Os vereadores, entretanto, requisitaram da concessionária o registro de reclamações e as respectivas soluções apenas no período de 2021 a 2023, ou seja, as investigações ficarão restritas à gestão do prefeito David Almeida (Avante).
Como o blog já havia antecipado, a CPI tem viés de oposição ao prefeito. O presidente e o vice, vereadores Diego Afonso (União Brasil) e William Alemão (Cidadania), são considerados da ala independente, mas o relator, Rodrigo Guedes (Podemos) é hoje o principal opositor de David Almeida na CMM. Isso talvez ajude a explicar o fato de terem restringido as investigações ao período da atual gestão.
Curiosamente, os vereadores solicitaram os balanços financeiros desde 2018, quando a Águas de Manaus passou a atuar, mas o foco principal que sempre foi propalado por todos desde que a CPI foi criada – as reclamações da população – ficaram restritos aos dois últimos anos.
Veja abaixo o ofício encaminhado pela CMM à concessionária:
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