Introspecção: inimiga da juventude

Os sábios de hoje começaram a ler bem cedo, quase sempre um bom jornal — na maioria das vezes, por verem o pai ou por terem convivido com o avô. Este hábito constituiu uma geração de futuros universitários que sempre se destacou nas várias faculdades. Hoje, os jovens possuem o universo do Google, que facilita a obtenção do fato a ser conhecido ou investigado, mas que está levando muitos à inércia da mente. O jovem de hoje lê apenas o necessário para passar de ano ou o que precisa para seu objetivo profissional.

Assim, filtrar o volume de informações diárias — separando o que serve aos objetivos de cada profissional daquilo que é desnecessário — eliminará o que desperdiça o tempo do profissional. Por isso, ao deixarem que os problemas os devorem, muitos adotam o provérbio chinês: “Quanto maior for o caos, mais perto estará a solução”. Já para os japoneses, “nós, seres humanos, somos animais realmente estranhos”.

Kafka sempre considerou a introspecção “inimiga da juventude, por causar o desgaste a que o pensamento circular nos submete”. Nos cenários em que vivemos hoje, seja na economia ou no futebol, as expectativas de muitos ou são negativas ou são exageradas. Afinal, o que temos a oferecer aos jovens? Nunca ter previsões negativas, nunca suspeitar sem conhecer o fulcro do problema ou da questão e, muito menos, ter expectativas exageradas sobre o mundo e os seres humanos que o habitam.

Todo profissional conhece bem a área em que atua, tomando sempre decisões sólidas, objetivas ou reparadoras. Assim, o tecido de nossa inteligência emocional estará sempre em constante interação.

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