Inquérito apura conduta de ex-funcionário do IML, que teria praticado sexo com cadáveres

O auxiliar de necropsia Wanderley dos Santos Silva, 52, foi exonerado da função que exercia no Instituto Médico Legal (IML), após ter sido flagrado mantendo relações sexuais com o cadáver de uma moça que passaria por exame de necropsia.

O caso ocorreu na madrugada do dia 24 de novembro. O auxiliar agiu provavelmente sob efeito de álcool, porque tinha saído momentos antes com um colega para comemorar a vitória do Flamengo na final da Taça Libertadores da América, na noite anterior. Só que ele foi flagrado por um perito criminal que estava de plantão e foi à sala de necropsia coletar dados sobre um cadáver.

O perito flagrou Silva despido em cima do cadáver. Assim que percebeu a presença do profissional, o infrator pulou da maca e se vestiu. O caso foi comunicado a direção do Departamento de Polícia Técnico e Científica (DPTC) e o diretor Lin Hung foi ao local e exonerou o maqueiro. Na mesma noite, o diretor também exonerou o outro funcionário que estava no local embriagado.

A situação configura crime de vilipêndio de cadáver, que tem pena prevista de um a três anos de prisão.

Um inquérito policial sobre o caso foi instaurado no 27º Distrito Integrado de Polícia e vai investigar há quanto tempo a ação criminosa vem ocorrendo, já que o suspeito trabalhava no IML desde 2015.

 

 

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