Homens mais fluídos, mais fantasias sexuais e sexo anal aparecem entre as maiores preferências da população do Norte do Brasil quando o assunto é desejo

Censo dos Fetiches 2025 do Sexlog mostrou que o sexo anal segue como preferência absoluta no Brasil, aparecendo em mais de 73% dos cadastros. No Norte do país, o padrão se mantém, mas o recorte regional revela nuances importantes: maior abertura à fluidez masculina, forte presença de fantasias imagéticas e consolidação das capitais como pólos estratégicos do desejo.

Os dados são do levantamento anual realizado pelo Sexlog, maior rede social de sexo e swing da América Latina, com mais de 23 milhões de usuários. A pesquisa considera as escolhas feitas durante o onboarding, etapa em que o usuário seleciona múltiplos interesses e fetiches. Ou seja, os percentuais representam repertório declarado  e não escolhas excludentes.

Em 2025, mais de 1,7 milhão de brasileiros completaram o cadastro na plataforma. No Norte, a leitura confirma alinhamento com o ranking nacional, mas com traços próprios. “O Norte mostra um perfil curioso e aberto. Existe intensidade, mas também experimentação organizada”, afirma Mayumi Sato, CMO do Sexlog.

Sexo anal lidera e aparece com percentuais ainda mais altos

No ranking nacional, o sexo anal aparece em 73,6% dos cadastros. No Norte, o percentual supera essa média em diversos estados. No Amazonas, o fetiche chega a 77,4%. Já em Rondônia atinge 77,1%. No Pará, 74,7% e em Roraima, 74,3%. 

A marca do Norte: maior abertura à fluidez masculina

Se o sexo anal é consenso nacional, o diferencial do Norte aparece no bloco seguinte de interesses.

O levantamento já havia indicado que a região registra um dos maiores percentuais de menage masculino com BI (24%) do País. O dado sugere maior abertura à fluidez masculina dentro de estruturas acordadas.

Essa característica também se reflete nos rankings estaduais, onde fantasias coletivas e imagéticas aparecem com força:

  • Orgia ultrapassa 53% em estados como Amazonas e Pará
  • Dotado aparece acima de 48% em diversas cidades
  • Gang bang e dupla penetração figuram com percentuais próximos ou acima de 45%

O conjunto aponta para uma sexualidade que combina curiosidade, imaginação visual forte e experimentação dentro de contexto controlado. “O Norte mostra uma sexualidade que não é conservadora na fantasia. Existe espaço para explorar, inclusive em dinâmicas que envolvem mais participantes”, analisa Mayumi.

Capitais puxam o comportamento regional

No recorte urbano, Manaus e Belém aparecem como os grandes polos da região. Manaus se destaca no cenário brasileiro como uma das principais capitais fora do eixo Sudeste. Na cidade, sexo anal chega a 76,8%, orgia ultrapassa 53% e fetiches imagéticos como dotado e dupla penetração aparecem acima de 47%.

Belém segue padrão semelhante: sexo anal liderando, orgia acima de 54% e presença forte de gang bang e dupla penetração. 

Estados mantêm padrão coeso

Além de Amazonas e Pará, outros estados reforçam a leitura:

Rondônia apresenta sexo anal acima de 77% e forte presença de dotado e dupla penetração.
Roraima combina sexo anal acima de 74% com dupla penetração e voyeurismo em alta.
Tocantins mantém o alinhamento com orgia acima de 52% e cuckold como fantasia relevante.

Norte vs. Brasil: o que diferencia?

Comparando com o Censo Nacional, três pontos ficam claros:

  1. Alinhamento com o Top 5 nacional: Sexo anal, orgia e cuckold seguem como pilares.
  2. Maior abertura à fluidez masculina: O menage masculino com BI aparece com mais força do que na média nacional.
  3. Fantasia imagética consolidada: Dotado, gang bang e dupla penetração aparecem com percentuais expressivos, indicando forte presença de repertório visual.

Enquanto o Nordeste destacou o exibicionismo e o Sul reforçou fantasia relacional estruturada, o Norte surge como território de experimentação dentro de acordos claros.

Idade e perfis seguem padrão nacional

Assim como no restante do País, a faixa de 25 a 34 anos lidera os cadastros na região, seguida por 35 a 44 e 18 a 24 anos. O perfil indica desejo adulto, com autonomia e repertório consolidado.

Homens seguem maioria na base, mas mulheres e casais têm participação relevante, especialmente nas capitais, o que contribui para a presença de fantasias coletivas negociadas. “O fetiche amadureceu no Brasil inteiro. No Norte, isso aparece como curiosidade estruturada, não é impulso, é escolha”, afirma Mayumi.

O que o Norte revela sobre o Brasil em 2025

O recorte regional confirma uma tendência maior observada no Censo 2025: o desejo brasileiro não está mais escondido. No Norte, o que se vê é o sexo anal como âncora absoluta, fantasias coletivas com alta adesão, fluidez masculina mais declarada, além de capitais funcionando como motores do comportamento regional

Se o Sudeste representa pluralidade e o Nordeste expressa erotização social, o Norte surge como região de experimentação organizada:  intensa, curiosa e alinhada ao topo nacional.

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