Garimpeiros instalaram uma balsa gigante na cabeceira da ponte sobre o rio Madeira, no município de Humaitá, em protesto contra a Operação Prensa, comandada pela Polícia Federal, com apoio de outros órgãos federais. O último balanço indica que já foram destruídas nada menos que 303 dragas usadas pelo garimpo ilegal.
A operação atinge os estados do Amazonas e de Rondônia desde o dia 20 de agosto. Do total, mais de 30 dragas estavam em terras indígenas.

A ação segue de maneira contínua e sem prazo para ser encerrada. Ela ocorre em seis territórios tradicionalmente ocupados – com uma população de cerca de 15 mil indígenas – em áreas próximas: Arary, Cunhã Sapucaia, Lago do Limão, Setemã, Igarapé Açú e Kawa. Agentes da Polícia Federal, juntamente com funcionários da Funai e do Ibama, percorrem os rios Madeira e seus afluentes, os rios Aripuanã e Manicoré, para inutilizar as embarcações.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, em um porto localizado na cidade amazonense de Humaitá, os policiais federais foram atacados com bombas e rojões pelos garimpeiros. Ao menos 16 pessoas foram detidas. A expectativa da Funai – que atua no planejamento e apoio logístico – é que a operação supere os números de outra iniciativa realizada no ano passado na mesma região, que destruiu 302 balsas de garimpo ilegal.
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