Filhos tóxicos

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Mais de uma vez nesse espaço tenho me posicionado, até com uma dose de indignação, sobre o comportamento dos filhos do Bolsonaro. As diatribes e relações políticas e policiais promíscuas desses jovens têm causado mal ao governo, à imagem do presidente e também exposto o país de modo negativo junto aos meios de comunicação nacional e internacional.

Lembro que, até antes de me arriscar a rabiscar algumas mal traçadas linhas em textos semanais por aqui, eu já criticava nas redes sociais os filhos do ex presidente Lula, useiros e vezeiros das mesmas práticas pelas quais hoje a família Bolsonaro é denunciada.

Como não costumo fechar os olhos para os comportamentos nada republicanas protagonizados por agentes públicos ainda que não passem de denúncias seja de quem ou contra quem for, devo declarar que muito me incomoda e deveria incomodar mais e mais brasileiros, esses seguidos episódios delituosos que envolvem os filhotes do presidente.

A malsinada prática patrimonialista por sucessivos grupos familiares que assumiram o poder no Brasil desde a colônia, parece não ter fim e comprometem não apenas a imagem mas sobretudo a credibilidade e as finanças públicas do Brasil num troca troca de favores que mistura o público com o privado e sempre quem sai perdendo é o país e, por óbvio, o contribuinte brasileiro.

Geralmente isso ocorre quando as famílias poderosas criam pessimamente seus rebentos os quais, quase sempre sem talento e sem formação adequada, necessitam de um empurrãozinho geralmente de algum empresário com negócios com o governo.

No caso da família Bolsonaro a gravidade é bem maior posto que as crias do presidente se enredaram antes e mantém-se ligados hoje, conforme farto noticiário policialesco, no cometimento de delitos que vão desde enriquecimento ilícito, tráfico de influência, prática de rachadinhas, uso de redes sociais para desancar contra adversários, entre outros possíveis crimes que seguem sendo investigados pelo ministério público e pela justiça em diferentes esferas.

O mais grave de tudo é a indiferença e até mesmo o comportamento protetivo paterno numa atitude absolutamente perigosa quando há denúncias do uso da máquina pública, dos mecanismos estatais de informação, de parte dos Ministérios Público Federal e estadual e até mesmo da justiça, ora para barrar, ora para dificultar e obstruir investigações em curso.

Onde tudo isso vai dar? Não sei!

Mas imagino e torço para que essas investigações cheguem ao seu final para que a oferta da denúncia seja feita e alcance a justiça, que tem a obrigação de agir celeremente no julgamento e na aplicação das penalidades cabíveis.
O que não pode perdurar é a inércia do estado acusador e do estado legal a fim de que prevaleça a justiça para todos os que são iguais perante a lei.
O que não pode, é,em pleno estado democrático de direito, convivermos e aceitarmos práticas nada republicanas levadas a efeito por parentes de autoridades públicas as quais deveriam ser as primeiras a dar o bom exemplo.

Parece até que os tristes episódios recentes de corrupção que pôs tanta gente na cadeia, de nada serviu de alerta pra essa turma mal criada e usurpadora do patrimônio público como se delas fossem donos.

Já está mais que na hora de a família Bolsonaro tomar um chá de bússola e se orientar melhor poupando o país e os brasileiros de um rotundo vexame porque de escândalos já estamos de saco cheio.

Té logo!

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