Família de 37 pessoas é resgatada em Manaus, sob suspeita de tráfico humano

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Neste sábado (06/02), a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), em parceria com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), realizou o teste RT-PCR para Covid-19 em uma família de 37 pessoas, entre criança, adultos e idosos, vinda do estado do Maranhão, encontrada em uma palafita em condições subumanas, na comunidade Bairro do Céu, no bairro Aparecida, zona sul de Manaus. O caso envolve suspeita de tráfico humano e trabalho escravo.

Os testes foram realizados nas dependências do Colégio Dom Bosco, no Centro da capital, que cedeu o espaço para a ação. Segundo a secretária Mirtes Salles, titular da Sejusc, a testagem no grupo é de suma importância para que possam retornar para Maracaçumé, cidade natal da família.

“O teste é necessário para que possam retornar para o Maranhão com segurança, porque é uma viagem longa. O Estado do Amazonas está atendendo essa família no que for preciso, enquanto estiverem em solo amazonense. Por determinação do governador Wilson Lima, nós estamos viabilizando uma maneira de todos retornarem para seus lares”, disse a gestora.

De acordo com ela, os resultados dos testes devem ficar prontos até a manhã da próxima segunda-feira (08/02). Ela destacou também que continua em tratativas com os demais representantes do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, do Governo do Amazonas, para viabilizar mecanismo para levar o grupo de volta ao Maranhão.

Entenda

Segundo o apurado por equipe técnica da Sejusc, a família veio do Maranhão com destino a Boa Vista, no estado de Roraima, mas, devido à proibição de viagens intermunicipais, não conseguiu chegar ao destino onde, de acordo com o grupo, havia a promessa de emprego.

Durante a averiguação da denúncia, na última sexta-feira (05/02), as equipes da Sejusc deixaram kits de higiene, álcool em gel e máscaras para a família, com o intuito de ajudá-los na proteção contra o novo coronavírus (Covid-19). A Secretaria ainda custeará a alimentação da família até que a situação seja resolvida.

A denúncia envolveu a atuação de três secretarias executivas da Sejusc, sendo essas de Direitos Humanos, da Criança e do Adolescente, e da Pessoa Idosa.

FOTO: Raine Luiz

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