A Federação Amazonense de Futebol (FAF) é a única entidade do futebol brasileiro que ainda não escolheu seus novos dirigentes para os próximos quatro anos. Até a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já o fez. E a razão é simples: com o atual presidente Dissica Valério Thomaz fora do páreo por motivo de saúde e a oposição dominando os votos, os dirigentes que ocupam interinamente os cargos não conseguem formar chapa e recorrem a todos os meios para impedir que a eleição seja realizada e o futebol amazonense mude de mãos depois de mais de três décadas.
O estatuto da FAF diz que, para inscrever uma chapa, os representantes precisam de 20% de assinaturas das ligas que a integram e 20% das assinaturas dos clubes. Ocorre que o candidato de oposição, o empresário Ednailson Rozenha, tem o apoio 99% das ligas, o que inviabiliza a chapa de oposição, encabeçada pelos dirigentes do Manaus FC, o vereador de Manaus Luíz Mitoso, e pelo atual vice-presidente, Pedro Augusto de Oliveira da Silva. Este último, que é advogado, vem capitaneando as ações judiciais que impediram a realização da eleição até aqui.
Thomaz dirige a FAF há 31 anos, mas uma doença degenerativa o tirou do circuito desta vez. Rozenha foi mais ágil e garantiu os apoios necessários para se eleger, enquanto a situação se dividia e via os votos fugirem na direção contrária.
“Precisamos resolver esse impasse. O Amazonas não suporta mais tanto desmando em seu futebol”, diz Rozenha.
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Este post tem um comentário
Temos que mudar e tirar esses câncer que afeta a FAF a 31 anos e impede que o futebol amazonense cresça.