Ex-secretário de Infraestrutura convoca coletiva e diz que saiu por não concordar com irregularidades

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gilberto de deusFoto de Neuton Correa

O ex-supersecretário Gilberto de Deus surpreendeu o mundo político ao convocar entrevista coletiva hoje pela manhã, em seu escritório, para dizer que não saiu do cargo por motivo de saúde, como afirmou anteontem o governador José Melo. Ele atacou o ex-chefe, dizendo que ele não é mais uma pessoa humilde, e relacionou algumas irregularidades que teriam sido os motivos do seu pedido de demissão, como o pagamento de R$ 26 milhões para a empresa que administraria o Monotrilho.

Gilberto acumulava os cargos de secretário de infraestrutura, superintendente de Habitação e gestor da Região Metropolitana de Manaus. Ele confirmou que, antes de pedir demissão, teve uma discussão áspera com o governador. “Ele era meu ídolo, mas agora sucumbiu à política suja”, afirmou. “Era uma pessoa séria e humilde, mas agora é arrogante”.

Segundo o ex-auxiliar, o governo pagou à empreiteira CR Almeida R$ 26,4 milhões pelas obras do Monotrilho, que não saíram do papel e foram embargadas pela Justiça. Outro pagamento que ele questionou foi o de R$ 9,3 milhões à empresa MCW pela obra da Ponte do Pera, licitada por R$ 11,2 milhões e aditivada em mais R$ 2,7 milhões, dos quais, diz Gilberto, nem R$ 1,5 milhão foram concluídos.

Ele também atacou as empresas que fazem projetos para o governo, Egus Consult e Laghi Engenharia, que viriam recebendo milhões por trabalhos montados, sem levantamento de dados. “50% das obras do governo estão comprometidas porque os projetos estão errados”, afiançou. Ele afirmou ainda que o governo não precisaria contratar estas empresas,uma vez que tem engenheiros em número suficiente para fazer os projetos e fiscalizar as obras. E disse que reativou o laboratório da Seinfra.

Para Gilberto de Deus, o prejuízo com pagamentos feitos por obras não realizadas por chegar a R$ 100 milhões.

O ex-secretário negou que tenha prestado depoimento à Polícia Federal. Ele pareceu muito magoado com o tratamento que recebeu do governador, mas não quis entrar em detalhes sobre a reunião que deu origem à sua demissão. Falou apenas que foi convidado a voltar à Suhab, mas não aceitou. E chorou ao final da entrevista.

Até este momento o governo não se manifestou sobre o assunto.

Mais informações em instantes.

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