Sim, estou trabalhando e torcendo por Arthur Neto porque o PMDB aderiu à sua candidatura.
Sim, meu candidato a prefeito era Marcos Rotta e confesso que tinha simpatia também pela candidatura de Hissa Abrahão.
Sim, tive desentendimentos com Arthur e o critiquei muito, desde 2010.
Sim, até meados desta campanha eu não tinha nada contra Marcelo Ramos.
Sim, tenho tudo contra o governador José Melo e o senador Omar Aziz porque entendo que eles estão destruindo a credibilidade, as instituições e o erário no Amazonas.
Colocando à parte estas verdades, qualquer dúvida que eu pudesse ter sobre a escolha de Arthur Neto para continuar governando Manaus foi por terra ao longo desta campanha.
Conheci um Marcelo Ramos que eu não conhecia: vaidoso demais, mentiroso demais, dissimulado demais. Percebi nesse jovem político uma ânsia pelo poder que não mede as consequências de suas atitudes e alianças.
Fui vítima, pessoalmente, dessa súcia, quando uma pessoa que eu julgava ser meu amigo, o vereador Masami Miki, se deu à pachorra de vazar um áudio privado que lhe mandei, condenando sua aliança com Marcelo neste segundo turno. A princípio pensei que ele tinha sido usado em sua fragilidade, mas depois percebi que agiu de caso pensado, em conluio com Marcelo.
Ao mesmo tempo, voltei a ter contato com Arthur depois de dois anos. Da última vez que nos encontramos em 2014, o clima foi beligerante. Quase nos agredimos. Desta vez, ele me recebeu com um sorriso e os braços abertos. Lembrou de meu pai, com quem conviveu, falou de amenidades e abriu o coração, reconhecendo nossas diferenças e pedindo humildemente que o ajudasse.
Eu e Arthur somos intensos. Como ele mesmo diz, nunca entramos numa luta 10%. É 110% mesmo!
Não, eu não esqueci minhas críticas à sua gestão.
Não, não virei seu amigo da noite para o dia. Continuo amigo do Eduardo Braga, do Marcos Rotta e dos meus parceiros de PMDB.
Não, não retiro nada do que disse sobre Arthur antes. Naqueles momentos, as críticas eram pertinentes.
Arthur tem muito a ajustar em sua gestão, mas ele está numa fase da vida em que já não precisa mais passar por cima de ninguém para atingir seus objetivos. Neste momento já pensa no legado que vai deixar.
Vou votar em Arthur, sim, porque estou consciente de que é o melhor para Manaus.
Vou votar em Arthur porque ele tem o melhor vice, disparado, que vai ajudá-lo a fazer mais e melhor.
Vou votar em Arthur porque dele eu sei o que esperar e não terei surpresas negativas, como o povo do Amazonas teve com José Melo.
Vou votar em Arthur porque, com a crise se esvaindo, ele terá muito mais condições de fazer melhor.
Vou votar em Arthur porque agora ele sabe que não adianta gastar tanto em marketing, comunicação. O negócio é levantar a manga da camisa e trabalhar nos bairros, nas ruas.
Vou votar em Arthur porque ele não apresenta soluções mágicas para a cidade e sim propostas muito possíveis de concretizar.
O meu voto é Arthur e Rotta, 45!
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Este post tem um comentário
Sinceramente tinha esperanças que Marcelo, no começo, fosse uma alternativa de vigor e esperança numa mudança possível. Um novo horizonte político. Infelizmente a perversa e péssima gestão pública estadual e seus autores, protagonistas e coadjuvantes
avançaram para contaminar aquele q parecia ser o melhor caminho. Enveneraram-se a todos, uns aos outros. Sou MDB e portanto PMDB. Integrei a juventude nacional pemedebista. E paraense como vc Hiel, trilhei o caminho para restabelecimento das diretas. Sou PMDB. Sou Eduardo e serei sempre por acreditar, sem duvida, ser dos poucos que tem capacidade admirável de gestão pública. Perfeito não. Nenhum de nós o e. Somos frutos do que acreditamos. A história de Arthur não lhe permitiria ombrear-se com quem se acostumou aos desmandos, a incompetência e a sangrar o erário como não se notícia. Aliançar-se com PMDB era o seu caminho natural, mais inteligente e menos traumático para Manaus. Agora acredito q um novo tempo político se anuncia. Que venha 2018 e que estejamos nas ruas pelo 15. Juntos 15 e 45 se tornarão o novo horizonte para restabelecer um caminho de progresso que deliberadamente tentaram afastar do direito do povo amazonense e daqueles que aqui vivem como nos.