Estupros de crianças crescem e conselho tutelar não tem apoio em Iranduba

O coordenador do Conselho Tutelar de Iranduba, Moisés Lopes (foto), revelou na última sexta-feira, em audiência pública na Assembleia Legislativa, que não dispõe sequer de um veículo para atender às ocorrências, cada vez mais recorrentes, de violência sexual contra crianças e adolescentes naquele município, que hoje é praticamente um bairro de Manaus.

A situação é ainda mais complicada para as crianças ribeirinhas, segundo ele. “Os agressores acabam ficando impunes devido à dificuldade de averiguação dos casos que ocorrem nas comunidades rurais do município, por falta de transporte”, disse ele.

Lopes relatou, entre os casos recorrentes, a violência doméstica, com estupros, exploração sexual de adolescentes, o abandono de crianças, agressão física, maus tratos, agressão psicológica, corrupção de menores de idade e uso de drogas.

Ele fez um apelo em favor da criação de uma Casa de Acolhimento no município, para receber as crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. E disse que só tem tido apoio da delegada Silvia Laurena Chaves, titular da Delegacia local, que quando pode dá suporte ao Conselho Tutelar.

A situação da violência sexual contra crianças e adolescentes no município de Iranduba (na Região Metropolitana de Manaus), foi discutida nesta sexta-feira (27), em mais uma audiência pública realizada pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Criança e Adolescentes (Frenpac), presidida pelo deputado estadual Luiz Castro (Rede), para colher informações e cobrar a garantia de direitos.

A secretária municipal de Educação de Iranduba, Rosa Fonseca, estava presente na reunião, ouviu calada os relatos e se comprometeu em “estudar as questões levantadas em busca de soluções”.

Presente à audiência, o promotor de Justiça da Comarca de Iranduba, Gerson da Costa Coelho, que também tem estado ausente nesta situação, prometeu se empenhar para ajudar na solução.

O vereador Luis Carlo Velho (PT), também presente, prometeu envolver a Câmara Municipal do município na situação.

Representantes da Secretaria de Segurança Pùblica, Secretaria de Estado da Assistência Social, Secretaria de Justiça e Cidadania e ativistas sociais também foram convocados pelo presidente da Frente Parlamentar de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Criança e Adolescentes, a envolverem-se na questão para resolver os problemas.

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