Estudos apresentados em Congresso de Direito indicam que índices de feminicídio na região amazônica estão acima da média nacional

O crescimento dos casos de feminicídio na Amazônia Legal voltou a ser tema de preocupação entre pesquisadores e especialistas em segurança pública. Estudos apresentados pelo professor e pesquisador Mário Jumbo Miranda Aufiero apontam que os índices de feminicídio na região amazônica permanecem acima da média nacional, revelando um cenário alarmante de violência contra a mulher associado ao aumento do uso de armas de fogo e às desigualdades sociais e culturais históricas da região.

As reflexões foram apresentadas durante o XII Congresso Luso-Brasileiro de Direito, ocorrido nos dias 25 e 26 de maio de 2026, em Lisboa, Portugal. O debate integrou mesa coordenada pelo Instituto dos Advogados Brasileiros, sob a presidência da Dra. Rita Cortez.

Segundo Mário Jumbo Miranda Aufiero, a realidade amazônica possui características próprias que potencializam a violência doméstica e o feminicídio, principalmente em municípios do interior e comunidades isoladas, onde a presença do Estado ainda é limitada e o acesso das vítimas às redes de proteção social e jurídica enfrenta enormes dificuldades.

O pesquisador destacou que fatores como pobreza, exclusão social, dependência econômica, machismo estrutural e o crescimento da circulação de armas de fogo contribuem diretamente para o agravamento da violência letal contra mulheres na Amazônia Legal. Para ele, o aumento da utilização de armas de fogo nos crimes de feminicídio eleva significativamente a letalidade das agressões e reduz as possibilidades de sobrevivência das vítimas.

Professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Segurança Pública, Cidadania e Direitos Humanos da Universidade do Estado do Amazonas, Dr. Mário Jumbo Miranda Aufiero representou oficialmente o programa acadêmico durante o congresso internacional, levando ao cenário europeu discussões relacionadas aos desafios da segurança pública e dos direitos humanos na Amazônia brasileira.

A mesa de debates também contou com a participação do advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido nacionalmente como Kakay, além dos juristas Edson Ribeiro, Débora Martins e Bruna Martins, todos integrantes do Instituto dos Advogados Brasileiros.

Além da atuação acadêmica, Mário Jumbo Miranda Aufiero também exerce a função de presidente da Comissão Nacional de Segurança Pública do Instituto dos Advogados Brasileiros, onde atua em pesquisas e debates relacionados às políticas públicas de segurança, violência de gênero e enfrentamento da criminalidade na Amazônia.

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