Estivadores partem para a guerra contra o porto Chibatão e amaçam paralisar sistema

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O empresário e proprietário do Porto Chibatão, José Ferreira de Oliveira, o “Passarão”, virou alvo de protestos do Sindicato dos Estivadores. A briga, que já está também na esfera judicial, promete lances emocionantes nos próximos dias. É que a empresa parou de contratar os profissionais relacionados pelo Orgão Gestor de Mão de Obra, uma espécie de organização não governamental que monopoliza o embarque e desembarque de mercadorias nos principais portos do Brasil. Com isso, centenas de estivadores perderam quase 80% de seus rendimentos.

O OGMO seleciona e treina mão de obra para trabalhar nos portos. Seus subordinados recebem uma remuneração definida em tabela. Um estivador pode faturar até R$ 5 mil por uma noite de trabalho, seguindo estas regras. Há muito tempo “Passarão”, que administra hoje o por com maior volume de carga da cidade, se empenha para conseguir na Justiça uma autorização para contratar qualquer pessoa para executar o serviço, o que reduziria consideravelmente seus custos, já que ele próprio definiria o valor a ser desembolsado.  O Sindicato dos Estivadores sempre levou a melhor na disputa, mas desde o dia 16 de Novembro o empresário, alegando ter uma decisão judicial que o favorece, passou a ignorar o OGMO.

No último final de semana os estivadores estiveram reunidos com os procuradores no Ministério Publico do Trabalho (11ª Região) e pediram a intervenção deles, argumentando que a atividade é controlado por lei específica.

Os estivadores ameaçam ir para o “tudo ou nada” – o que significaria parar toda a atividade nos portos da cidade, inclusive o Chibatão, por onde passa 70% da carga que chega a Manaus. “Nós já esperamos muito tempo, tentando manter aquilo que estava estabelecido no último acordo coletivo e na Lei dos Portos. Se não foi cumprido por outra parte, vamos em busca dos nossos direitos”, afirma o presidente do sindicato, Claudovaldo Farias Barreto, o “Codó”.

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Este post tem um comentário

  1. claudia

    Muito bem redigido o texto. Mas, desde esta data, nada se tem feito pelos estivadores de Manaus. Este porto não obedece as leis, que se favorece da opressão dos trabalhadores. Preferiu não solicitar a mão de obra laboral, regulamentada por lei, para contratar por tempo determinado, trabalhadores sem nenhuma qualificação. O que esta regulamentado em Lei, é a contratação via OGMO, empresa responsável pela escala, capacitação, dentre outros. Tudo isso, para o trabalho realizado com muito esmero pela categoria de estivadores. A esfera jurídica se cala, se amarra perante tal situação, ignorando o trabalhador como ser humano que precisa prover a família. E esta mesma esfera, prefere se unir a os empresários.
    Essa classe de trabalhadores, hoje cinco de Maio do ano de dois mil e vinte e três, estão desempregados. Tiveram que engavetar todos os seus anos de trabalhos, toda a sua qualificação profissional, simplesmente porque tais empresas deixaram de requisitar a mão de obra que é deles por Lei. Isso mesmo, tais empresas, não somente o Porto Chibatão, mais, o Super Terminais também aderiu tal forma ilegal de requisitar mão de obra. Sem contar esse ex presidente do Sindicato que abandonou o Sindicato entregue a traças e baratas, com a categoria toda desempregada. Hoje, nesta data que citei acima, arrastam -se correntes vias judiciais para a volta ao trabalho e por pagamentos de indenizações devidas que não foram pagas a categoria. Toda essa classe trabalhista foi impedida de exercer suas funções dentro dos portos privados, e pior, perderam seus trabalhos e saíram com uma “mão na frente e outra atrás”, já que nenhuma das empresas citadas pagaram nenhum valor indenizatório para a categoria. Simplesmente saíram de suas casas para trabalhar e as empresas não deixaram entrar. É lamentável, tal problema ser abafado pela mídia e principalmente pelo jurídico. Esse ano de dois mil e vinte e três, a categoria
    está chegando a o oitavo ano sem se quer pisar dentro das dependências dos portos citados. Muitos companheiros já morreram, outras viraram motoristas de aplicativos, outros foram procurar uma forma de sustentar seus familiares de forma digna. Muita coisa aconteceu nesses últimos anos, mas nada que favoreça a categoria, que encontra -se desempregada, sem nenhum direito trabalhista, oprimida por uma sociedade injusta.
    Estou aqui para qualquer esclarecimentos relacionado a os portos, pois , vivi e vivo essa falta de respeito com a classe. meu e-mail: claudiaolivaldo123@gmail.com

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