Entenda por que o profissional da tecnologia da informação está tão valorizado no mercado

As áreas da Tecnologia da Informação (TI) são as principais responsáveis por movimentar as oportunidades no mercado de trabalho em 2022, segundo inúmeras pesquisas, como do Linkedin, Robert Half, Robert Walters e Acate. Nesse universo, a demanda das organizações é maior que a quantidade de profissionais que podem ocupar esses postos, e algumas especialidades são mais requisitadas.

Diante da nova realidade, a necessidade de contratar desenvolvedores front end, back end e full stack cresceu. Estudar HTML, Javascript, CSS, Python, entre outras linguagens, por exemplo, é fundamental para a colocação dos desenvolvedores no mercado.

Desenvolvedores, analistas e especialistas em dados e em cibersegurança são exemplos. É importante que esses profissionais tenham conhecimento sobre diferentes linguagens de script e de programação. Além disso, os especialistas em segurança da informação também passaram a ser mais procurados pelas empresas.

De acordo com o “Guia Salarial 2022”, feito pela Robert Half, os especialistas de TI são cada vez mais requisitados nos ambientes corporativos de diferentes setores. Isso ocorre, principalmente, porque eles passaram a atender clientes digitalmente e precisaram oferecer suporte ao time interno que trabalha de maneira remota.

Especialidades de TI em alta

Os resultados da Pesquisa Salarial Robert Walters 2022 mostram que as posições em alta incluem desenvolvedores, gerentes de tecnologias, especialistas em dados, profissionais disponíveis para trabalhar remotamente, diretores de tecnologia (CTOs) e perfis voltados à cibersegurança.

O levantamento indica, ainda, que estão na mira dos recrutadores, em 2022, trabalhadores remotos, especialistas em dados e segurança da informação, desenvolvedores e líderes em inovação e tecnologia.

De acordo com estudo feito pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), empresas de base tecnológica do estado, até 2023, devem abrir quase 17 mil novas vagas – mais da metade delas serão destinadas aos desenvolvedores de software.

O levantamento apontou, também, que, em 2021, os papéis mais buscados pelas companhias eram de desenvolvedor full stack (22,63%), back end (18,43%) e front end (12,48%). Elas estavam seguidas por analista de suporte TI (7,42%) e analista de negócio (5,89%). Os salários iniciais para esses cargos ficam em R$ 3 mil em média e costumam ser três vezes maiores quando comparados às remunerações médias obtidas na indústria.

O que o profissional de TI espera das empresas

O levantamento da Acate também levantou questões sobre as funções mais demandadas pelas organizações que estão à procura de especialistas em TI. O primeiro lugar ficou com o conhecimento de metodologias ágeis, indicado por 27,84% das companhias; a experiência anterior em outras empresas do setor vem em segundo (25,28%). Aparecem depois, habilidades em execução de projetos (24,04%), domínio de linguagens de programação (21,60%) e habilidade em programação (21,06%).

O estabelecimento do trabalho remoto acirrou a disputa por desenvolvedores. Dessa forma, as organizações brasileiras passaram a concorrer com empresas estrangeiras em termos de remuneração, como destacado pela coordenadora de DHO da Supero Tecnologia, Bárbara Daniel Vieira, em entrevista à imprensa. Essas companhias pagam em dólar ou euro, duas moedas muito valorizadas em comparação ao real.

Profissionais mais experientes, de nível pleno e sênior, costumam nem mesmo precisar procurar por oportunidades, pois as propostas de trabalho chegam até eles de maneira espontânea. Para reter talentos nessa área, as empresas podem procurar algumas alternativas. Melhorar as ofertas de emprego é uma delas, além de oferecer descontos comerciais, convênios e a possibilidade de jornada de projeto flexível.

Além disso, como apontado por Bárbara, alguns dos diferenciais bem vistos pelos profissionais são em relação às companhias que constroem uma reputação no mercado, respeitando e apostando na diversidade em termos de discurso e também de prática. Ela observa ainda ser interessante que as empresas ofereçam apoio para que o funcionário possa investir em cursos aprofundados ou bootcamps em setores como data science e cibersegurança, pois podem aumentar as chances de contratação.

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