Embate duro entre conselheiros no TCE-AM teve como pano de fundo questionamentos sobre qualidade da educação no Estado

Os conselheiros Ari Moutinho Junior e Luís Fabian Barbosa entraram em rota de colisão na sessão de ontem do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM). Entre desafios e críticas, eles deixaram evidente que a qualidade da Educação no Estado, com péssimos indicadores, será um norteador dos debates políticos nos próximos meses, para infelicidade do governador Wilson Lima (União).

Barbosa sugeriu uma reprimenda aos municípios de Amaturá, ⁠Barreirinha, ⁠Careiro da Várzea, ⁠Eirunepé, ⁠Envira, ⁠Guajará, ⁠Nova Olinda do Norte, ⁠São Gabriel da Cachoeira e ⁠Tapauá por terem ignorado uma solenidade em que foi lançado um projeto para qualificar a educação básica no Estado quando Moutinho Junior interviu criticando a iniciativa, por incluir o Governo do Estado entre os parceiros.

“Nós temos hoje os piores índices de educação do país. Em que este Governo tem a colaborar com o debate, se ele nos deixou nessa situação? É uma vergonha”, disse ele ao blog, explicando por que reagiu de forma tão contundente. “Eu já havia feito uma manifestação semelhante quando da compra de respiradores em uma loja de vinhos em plena pandemia. Não posso deixar de me indignar com essas situações”, acrescentou.

Para Moutinho, existe uma “mão invisível” que comanda a Educação do Estado e seria responsável pelos números atuais. Como Barbosa reagiu à afirmação, a discussão ficou mais acalorada, com desafios de abertura dos sigilos bancário e fiscal e críticas ácidas.

O debate foi encerrado com a interferência da presidente Yara Lins Amazônia, que sugeriu a retomada da pauta. Mas ficaram latentes as críticas ao setor de Educação do Estado, que deve se tornar um calcanhar de aquiles de Wilson Lima nas eleições de outubro.

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