Durante passagem por Manacapuru, na Região Metropolitana de Manaus, no último sábado (22), o candidato ao Governo do Amazonas pela Federação PSOL-REDE, Isael Munduruku, dialogou com moradores e ouviu as principais demandas enfrentadas pela população. A agenda reforçou a defesa de que as políticas públicas para o interior do Estado sejam construídas a partir das necessidades e da realidade de quem vive nos municípios amazonenses.
Para Isael, a saúde é uma das áreas que mais evidenciam as desigualdades entre Manaus e os demais municípios. Moradores do interior ainda enfrentam dificuldades para conseguir consultas, exames, cirurgias e atendimento especializado, muitas vezes sendo obrigados a viajar até a capital em busca de assistência.
“Não podemos pensar o Amazonas apenas a partir de Manaus. É preciso estar nos municípios, conversar com as pessoas e conhecer a realidade de quem enfrenta dificuldades para conseguir atendimento, fazer um exame ou chegar a um especialista”, afirmou Munduruku.
A demora no acesso aos serviços de saúde também se reflete no Sistema de Regulação, o SISREG. A longa espera por consultas, exames e procedimentos provocam insegurança e angústia entre pacientes e familiares, especialmente quando há risco de agravamento da doença durante o período de espera.
Na avaliação do candidato, enfrentar esse problema exige mais do que simplesmente reorganizar uma fila. Isael defende a ampliação da capacidade de atendimento, a descentralização dos serviços e uma regulação baseada em critérios clínicos, acompanhamento permanente e transparência para o cidadão.
“Quem procura o SUS não está pedindo favor. Está buscando um direito porque está doente, sente dor ou precisa de um diagnóstico. Quando uma pessoa espera meses por uma consulta, exame ou cirurgia, a doença pode se agravar. Precisamos devolver humanidade e eficiência à saúde pública do Amazonas”, destacou.
O plano de governo prevê a criação de uma central única e transparente de regulação, com critérios clínicos definidos, rastreabilidade das solicitações e divulgação de indicadores sobre o tempo de espera. A proposta busca permitir que o paciente acompanhe sua demanda e que o Estado identifique com mais precisão os principais gargalos da rede.
Outra prioridade é a regionalização da saúde, com ampliação de consultas, exames e serviços especializados fora da capital. O programa prevê linhas regionais de cuidado para áreas como gestação de alto risco, câncer, doenças cardiovasculares, traumas, saúde mental e doenças infecciosas.
Também estão previstas ações como ampliação de diagnóstico laboratorial e por imagem, telemedicina, transporte sanitário fluvial e terrestre, atendimento aeromédico, barcos de saúde, equipes multiprofissionais e estoques regionais de medicamentos e insumos, respeitando as características geográficas do Amazonas.
“A fila não pode ser um lugar onde o cidadão entra e desaparece. A pessoa precisa saber onde está sua solicitação, qual é a prioridade clínica e quando será atendida. Nosso compromisso é organizar a saúde, regionalizar os serviços e fazer com que o Estado esteja presente onde as pessoas realmente vivem”, concluiu Munduruku.
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