O vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida (PRTB) disse ontem durante reunião do Conselho Superior do Movimento Brasil Competitivo (MBC), em Brasília, que o Governo do Estado deve concluir uma reforma administrativa ainda neste semestre, “para que o Amazonas inaugure uma nova fase de desenvolvimento econômico e social”. Ele disse que haverá mais cortes de gastos em secretarias e regularização de contratos.
A primeira fase da reforma foi anunciada em meio a muita polêmica e consistiu basicamente na extinção de secretarias extraordinárias e na incorporação da Secretaria de Políticas Fundiárias à Secretaria de Infraestrutura e da Agência de Desenvolvimento Econômico e Social à Secretaria de Planejamento, Ciência e Tecnologia.
Na época, a economia com as medidas não foi anunciada, mas ontem Carlos Almeida afirmou que o Estado economizou R$ 80 milhões. Ele defendeu “uma administração enxuta, eficiente, com secretarias integradas e metas a cumprir”. Ex-secretário de Saúde e atualmente chefiando a Casa Civil, em que atua como uma espécie de coordenador do Governo, o vice-governador disse que as parcerias com a iniciativa privada para a gestão de serviços estão em andamento e já mostram resultados. E citou como exemplo a decisão pela administração privada do complexo da Zona Norte, que compreende o Hospital Delphina Aziz e a Unidade de Pronto Atendimento Campos Sales, que “está ampliando o atendimento à população e gerando uma economia de cerca de R$ 2 milhões por mês ao Estado”.
ALTERNATIVAS À ZONA FRANCA
“Defendemos a Zona Franca e seu fortalecimento, mas em paralelo vamos explorar nossa potencialidades”, discursou Almeida durante o encontro, apontando projetos como o Parque Tecnológico da Universidade do Estado, reaproveitando as obras abandonas da Cidade Universitária, em Iranduba. Ele citou ainda a busca de parceiros para a exploração de riquezas naturais proporcionará o desenvolvimento de atividades ainda pouco exploradas: indústrias pesqueira e naval e na área mineral.
Atualmente, segundo Almeida, investidores estão se estruturando para explorar a silvinita e novas reservas de gás natural, vizinhas ao complexo de petróleo e gás de Urucu.
PARCERIA COM O MBC
Desde a fase de transição, o MBC vem trabalhando com o Governo do Estado do Amazonas, assim como faz em outras unidades da Federação. A sugestão de parceria com o Movimento foi do próprio Almeida.
O encontro que aconteceu ontem em Brasília teve a coordenação do empresário Jorge Gerdau e foi aberto pelo ministro-chefe da Casa Civil do Governo Federal, Onyx Lorenzoni, que fez um panorama sobre os 100 dias do Governo e projetos prioritários. O ministro ressaltou a necessidade do País realizar reformas estruturantes, como da Previdência e Tributária, para voltar a crescer.
O MBC foi fundado em 2001, a partir de iniciativas que buscavam avanços sociais e econômicos para o País, como base na gestão pública inovadora e eficiente.
Na prática, segundo Almeida, o MBC aproxima os setores público e privado, investe na cultura de governança, promove a gestão de excelência com o objetivo de ampliar a competitividade nacional, o aumento da capacidade de investimento do Estado e a melhora dos serviços públicos essenciais. E nesse sentido, a Instituição presta consultoria ao Estado na elaboração do plano de governo para todo o atual mandato.
O Governo não divulga as bases financeiras da parceria.
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