Eduardo diz que liberação de licença ambiental para pavimentação da BR-319 deve sair ainda este ano

Diante do resultado do relatório apresentado pelo Grupo de Trabalho do Ministério dos Transportes, atestando que a “obra é tecnicamente viável e ambientalmente sustentável”, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) externou seu otimismo, nesta quarta-feira (12/06), sobre a liberação da licença ambiental para a pavimentação do Trecho do Meio da BR-319 ainda este ano.

“Todos os estudos já foram realizados, de impacto ambiental, da população indígena, de fauna, de flora. E, também as análises necessárias para demonstrar a viabilidade econômica, social e ambiental da estrada diante do regulamento legal que o Brasil tem. Todos os relatórios foram favoráveis. Agora é a vontade política do governo de poder, finalmente, tirar os estados do Amazonas, Roraima e Rondônia do isolamento. Algo muito importante, principalmente, diante dos extremos climáticos que temos vivido nos últimos tempos. Portanto, estou otimista de que o presidente Lula saberá _ agora, com a conclusão desse estudo e sua publicação _ tomar as providências para que, neste ano ainda, saia a nossa tão sonhada licença ambiental para o asfaltamento do Trecho do Meio da BR-319”, afirmou Braga.

A mobilidade no Amazonas, segundo Braga, fica comprometida sem a pavimentação da BR-319, tanto na seca, quanto durante o período de chuvas, comprometendo em especial o abastecimento da capital do estado, Manaus, bem como de municípios de Roraima e Rondônia.

“Imagina uma cidade de 2,5 milhões de habitantes desabastecida? Isso daria uma convulsão social, uma quebradeira econômica sem proporção, além do isolamento do estado de Roraima e dos impactos que acontecerão nos municípios do Rondônia, que também dependem da BR-319. Portanto, é fundamental que tenhamos um sistema de transporte modal, que seja hidroviário, e nós reconhecemos e a necessidade da hidrovia, mas que tenha uma redundância para que nós tenhamos, finalmente, uma infraestrutura mais barata para a economia, e assim o preço do arroz, do feijão passe a chegar mais barato na mesa do consumidor”, argumentou.

Ele lembrou ainda os impactos da falta de trafegabilidade na BR-319 durante a pandemia da Covid-19, quando carretas com oxigênio ficaram atoladas na rodovia por até 5 dias, enquanto amazonenses morriam sem ar. E acrescentou: “A BR-319, muitas vezes, é a diferença entre a vida e a morte para o povo do Amazonas. Portanto, é uma rodovia vital para o estado do ponto de vista econômico, social e, também, ambiental. Pois as pessoas quando estão em estado de absoluta calamidade, os valores dela são os da sobrevivência e não da preservação”.

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