Economistas da Amazônia firmam compromisso com desenvolvimento sustentável

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Começou na noite de ontem (24), o XII Encontro das Entidades de Economistas da Amazônia Legal (Enam), de forma híbrida, com o tema “O desenvolvimento regional sustentável por economistas amazônidas”. Na abertura do evento, representantes dos Conselhos Regionais de Economia (Corecons) da região enalteceram a importância desses três dias de debates, que ainda acontecem nesta quinta (25) e sexta (26), bem como reforçaram seus compromissos para o desenvolvimento sustentável da região, mas de forma endógena, utilizando-se dos recursos regionais disponíveis.

A vice-presidente do Corecon-AM e coordenadora do XII Enam, Michele Aracaty, disse estar muito otimista com o sucesso desse Encontro, diante da grande participação de profissionais da área da economia, consultores, professores, empresários e estudantes, debatendo os impactos da atual crise econômica nacional e os projetos e ações que podem ser viabilizados nos estados da Amazônia.

“Ninguém conhece mais da região amazônica do que os próprios amazônidas, que vivenciam no dia a dia as questões ambientais, junto às questões econômicas”. A afirmação é da vice-presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Denise Kassama, declarando que a entidade acompanha com muita satisfação mais um Enam na Amazônia, região que está dentre os cinco nomes mais citados em todo o mundo. “E o grande paradigma é levar desenvolvimento, manter a floresta preservada e distribuir renda para toda essa região, que é uma das mais pobres do Brasil. Parabéns ao Corecon-AM e a todos os Corecons da Amazônia Legal”.

Já Martinho Azevedo, presidente do Corecon-AM, completou que realizar evento neste momento, ainda de pandemia, é um desafio, mas que só foi possível graças aos recursos tecnológicos hoje disponíveis, aliado ao esforço de vários economistas e Corecons da Amazônia.

“O Enam é um evento dos Corecons da Amazônia Legal e do Cofecon. São três dias de debates e de pluralismo de ideias para essa região. Entendemos que não há uma solução única para o desenvolvimento. Precisamos do protagonismo de todos, especialmente, dos economistas amazônidas. Assim, teremos ações concretas para um novo modelo de desenvolvimento sustentável e endógeno, a partir dos recursos regionais disponíveis, capazes de reduzir as desigualdades sociais, econômicas e ambientais. Mas isso só é possível identificando as políticas públicas que melhor se adaptam a essa região, que vai muito além do meio ambiente. São políticas de estado robustas, capazes de sustentar a trajetória de desenvolvimento”, explicou Martinho.

Protagonista do desenvolvimento

Após destacar a importância do Enam e parabenizar todos os organizadores, a presidente do Corecon-TO, Socorro Erculano de Lima, destacou que o momento atual é de não só evidenciar a Amazônia, mas também colocar a ciência econômica como protagonista do desenvolvimento da região. “É hora de cuidarmos da economia do país e, sobretudo, da Amazônia, com falta de infraestrutura, comunicação, internet, com uma simbiose do conhecimento científico com o empírico. É usar todos os nossos recursos para o empoderamento da população local, resultando em sustentabilidade, que é respiro econômico aos amazônidas e um respiro ambiental ao mundo”.

Para o presidente Corecon-RO, Joao Batista, que também parabenizou o esforço de todos para a realização desse evento, os temas de debates são de extrema importância na atualidade. “É um novo despertar dos economistas para essa temática, que está sendo retomada não só no Brasil, mas em todo o mundo. Estamos atravessando um quadro de valorização do que é a Amazônia. E nessa condição, ela precisa ser pensada, a partir dos atores que aqui atuam, nos trabalhos de pesquisa e de ciência nessa região, com dívidas históricas junto aos seus habitantes. Assim, o sistema Corecon/Cofecon tem papel fundamental nesse processo, agregando compromissos e novos olhares para todos os profissionais e à sociedade”.

Economia para a Amazônia

E a primeira noite do XII Enam encerrou com a palestra magna do coordenador do Centro de Estudos de Infraestrutura e Soluções Ambientais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Gesner Oliveira, com o tema “Em busca de uma economia para a Amazônia”.

Ele destacou que, neste momento, não existe tema mais importante para o Brasil e o mundo do que a economia e a retomada do desenvolvimento, no caso do Enam, da Amazônia. “Assim, acredito que no debate e no pluralismo de ideias cada participante trará contribuições para que, juntos, encontremos um caminho muito profícuo para a Amazônia”, finalizou.

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