O economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central do Brasil e considerado o mais influente do Brasil de acordo com a revista Forbes, maior influenciador brasileiro no LinkedIn e ganhador do Prêmio iBest de Economia e Negócios, afirmou, em entrevista à jornalista Kary Bravo, da TV Cultura, que a seca no Amazonas está prejudicando a economia do Brasil porque “a Zona Franca de Manaus é uma ‘aberração'”. Segundo ele, as indústrias estão instaladas longe dos grandes centros consumidores apenas por causa dos incentivos fiscais. O deputado amazonense Saullo Vianna (União Brasil) subiu à tribuna da Câmara dos Deputados, em Brasília, e rebateu a fala.
“Tem um problema climático, realmente não dá para prever. Mas por que diabos a indústria tá lá e o centro consumidor está aqui [em São Paulo]? Porque existe uma ‘aberração’ chamada Zona Franca de Manaus. Então depende de todos os modais. Bom se fosse em um lugar que ficasse perto do mercado consumidor e a gente não estaria passando por isso, mas agora eles têm mais 50 anos para aquela indústria infante e quando acabar os 50 a gente vai ter mais 120 que é para dar sorte”, disse Schwartsman, em tom irônico.
O deputado federal Saullo Vianna (União-AM), em pronunciamento na Câmara, na noite desta terça-feira (24), rebateu declaração de Schwartsman, afirmando que o modelo de desenvolvimento econômico instalado em Manaus faz com que os amazonenses tenham oportunidade de trabalho, de renda e entrega grande contrapartida para o mundo. “No Amazonas moram mais de quatro milhões de habitantes que têm direito de ter trabalho, renda, de se alimentar e ter sua cidadania respeitada. O senhor precisa ter uma aula de geografia para conhecer o seu país e uma aula de história para respeitar a Zona Franca de Manaus e o estado do Amazonas”, disse.
Ferrenho defensor do modelo, Saullo ressaltou a importância econômica da ZFM para a região e para o país como um todo. “Esse modelo ajuda a desenvolver o Amazonas. Nos primeiros sete meses, de janeiro a julho, a Zona Franca de Manaus faturou R$ 98 bilhões, emprega mais de 500 mil amazonenses de maneira direta e indireta, além de dar uma contrapartida importante para o Brasil e para o mundo que é a preservação de mais de 90% da floresta em pé”, afirmou o deputado.
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