Itens de presença imprescindível nos lares, os eletrodomésticos são de grande ajuda na rotina. Seja para preservar os alimentos, como no caso da geladeira, cozinhar, lavar roupas, entre tantas outras tarefas, é praticamente impossível pensar em uma vida moderna sem o uso de algum deles. Contudo, o preço elevado e os juros mais altos tem afastado consumidores.
A ascensão da economia circular nos lares brasileiros
Em busca de promoções e preços mais baixos, muitos consumidores acabam chegando aos aparelhos de segunda mão. A venda de aparelhos eletrônicos usados tem crescido no Brasil e os marketplaces têm registrado essa tendência: segundo levantamento da OLX, os eletrodomésticos foram os itens usados mais vendidos no primeiro semestre de 2025.
Se por um lado os consumidores se beneficiam na compra, por outro os vendedores também auferem lucros. Obtém-se assim um ciclo de economia circular. Ao prolongar o tempo de uso dos aparelhos, o desperdício é diminuído, menos recursos precisam ser extraídos para a fabricação de novos aparelhos, reduzindo assim os impactos ambientais da indústria.
Fatores que impulsionam a busca por eletrodomésticos de segunda mão
Hoje, a tendência do mercado da economia circular só tem aumentado. É, afinal, um nicho interessante, tanto para quem compra como para quem vende. E o meio-ambiente se beneficia dessa prática. Inclusive, o aumento da preocupação ambiental é um dos fatores que corrobora com a ascensão da venda dos eletrodomésticos usados.
Muitas fabricantes também têm compreendido essa necessidade, retirando benefícios da prática. Segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria, 85% das indústrias adotaram ao menos uma prática circular. Isso representa redução de custos com extração de matéria-prima e com seus custos de produção.
A reciclagem também tem papel fundamental. Até mesmo aparelhos novos têm sido projetados de forma a facilitar a desmontagem e, assim, garantir o maior aproveitamento dos materiais recicláveis. Alguns fabricantes também têm diminuído ou abdicado do uso de plástico em suas embalagens.
O Brasil é hoje o maior produtor de lixo eletrônico da América do Sul. E somente 3% dos 2,4 bilhões de quilos de lixo que produz é reciclado. Sendo assim, boas práticas estimulam o uso consciente e também o descarte correto dos materiais. A logística reversa é uma dessas boas práticas, bem como a economia circular.
O custo-benefício e o prolongamento da vida útil dos itens
Reduzir, reutilizar e reciclar são os princípios que norteiam a economia circular. O consumidor que adere à compra de eletrodomésticos usados contribui com esse ciclo: além de gastar menos para equipar sua casa, evita descartes desnecessários e não estimula a extração de mais matéria-prima da natureza.
Contudo, deve-se ter cuidado ao adquirir eletrodomésticos e eletrônicos usados. Comprar de plataformas conhecidas é importante, bem como se assegurar do bom funcionamento do produto. A menos que queira comprar para reformar ou consertar, é importante que o consumidor certifique-se de que se trata de um produto em condições de uso.
Manter os eletrodomésticos em bom estado também é uma forma de contribuir com a economia circular. Observar o uso correto, a limpeza e conservação de um eletrodoméstico, seja uma máquina de lavar ou um fogão 4 bocas, aumenta seu tempo de uso e diminui a necessidade de uma nova compra. Assim, o meio-ambiente e todos saem ganhando.
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