É tempo de oração

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Não deveria ser! entretanto, não há momento mais propício para nos aproximarmos de Deus quando, distantes d’Ele, advêm as agruras e as dificuldades. Mas há uma forma que o Criador nos ensinou para nos achegarmos a Ele.

A história da caminhada do povo de Deus no Antigo Testamento é pródiga em narrativas que contam as dificuldades que Moisés enfrentou para conduzir o povo escolhido. Inúmeras foram as vezes em que os judeus se desviaram dos ensinamentos e retornaram aos braços de Deus por meio da admoestação e do cajado pesado de Moisés que, em nome do Criador, tentava conduzir seu povo à terra prometida. Mas há uma fórmula que o povo deveria lançar mão para se aproximar de Deus.
Inúmeros foram os profetas enviados por Deus os quais cansaram de bradar para ensinar os povos sobre como se preparar para a vinda do Messias e de como o Criador gostaria que sua obra mais importante se voltasse para as coisas do Alto. Mas existe um jeito de alcançarmos a presença de Deus.
Muitos desses profetas provaram do fio da espada e morreram sem que suas pregações alcançassem êxito ou reverberassem nos corações trazendo a conversão e o arrependimento. Existe porém uma forma de irmos ao encontro do Criador.
João, o Batista, bem que tentou com seu exemplo de homem humilde porém, intrépido, pregar para um povo e seus governantes para que se preparassem para a chegada do Filho de Deus feito homem, aquele de quem ele não era “digno de desatar suas sandálias”. O povo sabia de que modo poderia estar junto de Deus.
O Novo Testamento, que narra o modo em que Deus enviou ao mundo seu próprio filho para redimir a humanidade, há nítidos relatos por meio de parábolas e ensinamentos de Jesus, na tentativa de abrir os olhos da criação sobre os castigos e a expiação que haveria de vir caso o povo escolhido não se convertesse e não andasse nos trilhos. O povo sabia como agir para que Deus os escutasse.
O assassinato do Filho de Deus foi uma prova mais que eloquente de que suas palavras duras e seus ensinamentos proféticos não convenceram aquela gente para virar a página da concupiscência, da devassidão, da luxúria, da corrupção, do ódio, da opulência e de todas as formas de pecado. Só tinha um jeito de obter o perdão dos céus.
O Filho de Deus foi pregado na cruz porque ousou falar de amor com responsabilidade, falar de perdão indefinidamente e pregar que um dia ajustaremos contas diante do Juiz quando, diante da morte, todos seremos cobrados pelas nossas boas ou más obras. Nossos antepassados aprenderam como agradar a Deus.
Mas, o que tem em comum todos esses momentos e todos esses episódios lá atrás na vida da criação e agora nos temos atuais?
O que que fez o povo de Deus se reaproximar das coisas do Alto e o que que convenceu esse mesmo povo de que a dor e o sofrimento existem porém são necessários e passageiros?
Como Jesus reagia todas as vezes em que, em conflito consigo mesmo e diante das dificuldades e das dúvidas quando se sentia impotente, porque humano?
Como o Filho de Deus se preparava quando não conseguia convencer aquela gente de que o Pai o havia enviado para pregar a Boa Nova?
Como Jesus buscava forças para vencer e convencer a incompreensão arraigada até na alma dos seus seguidores mais próximos?
Se você pensou na palavra oração acertou em cheio!
É diante da angústia e da dúvida, quando nossas forças se esvaem, quando tudo parece desmoronar diante de nós, são nos momentos de cisão e de fraqueza que a oração é o mais necessário e prodigioso remédio que devemos recorrer para que a ira de Deus se aplaque e que nossas dores e sofrimentos cessem.
Jesus subia ao monte sozinho para ficar mais próximo do Pai.
Ele se retirava e ali suplicava para que Deus lhe revigorasse o ânimo, lhe desse sabedoria, mesmo sendo Deus, e lhe mostrasse os caminhos mais propícios para a solução dos problemas daquele povo.
Como diz uma canção do Padre Zezinho: “ Orar costuma fazer bem o coração de quem se entrega à oração…”.
Atravessamos dias difíceis. Vivenciamos momentos de desespero.Experimentemos horas amargas.As horas tem sido de dor para muitos.O tempo presente é extremamente angustiante.
Há uma praga que nos espreita e nos apequena a vida e a alma. Existe uma doença a nos separar a toda hora de quem amamos ou muitas vezes sofremos por alguém que perdeu um ente querido.
Então amigos é tempo de subir o monte. É hora propicia de buscar refúgio em quem pode nos socorrer, aconselhar e proteger. É o tempo propício para rompermos a inércia da nossa curta instância terrena e buscarmos o socorro de Deus.
A oração é a forma, a fórmula, o meio, o modo e o caminho adequado para nos abrigarmos e acamparmos com Deus na busca do conforto e do consolo que somente Ele pode nos conceder.
Sozinhos ou em família ou em comunidade tudo é válido na escolha pela oração pois o que encanta a Deus é nos reconhecermos frágeis, miseráveis e pequenos para, diante d’Ele e com Ele, conquistarmos o alívio e o aconchego necessários nas horas mais cinzentas da nossa existência.
A igreja católica é pródiga de exemplos entre tantos homens e mulheres os quais alcançaram a graça da presença em Deus e, esses mesmos homens e mulheres feito santos e santas, podem muito bem nos ajudar com suas histórias e trajetórias de filhos e filas do mesmo Pai escolhidos para servirem de espelho para nossa fé, nossa confiança e nossa esperança de que por meio da oração alcançaremos as graças e as conquistas as quais devemos fazer por merecer.
Por fim, mais significativo e edificante do que nunca, são as inúmeras aparições de Nossa Senhora, a mãe do Deus terreno, em que Ela todas as vezes nos exorta à oração e à contemplação de Deus por meio do seu Filho.
Em Fátima, Ela repetidas vezes falou: “Filhinhos, rezem, rezem , rezem…” como que a nos chamar a atenção para buscarmos por meio da oração que nos liga aos céus, o meio mais apropriado para o contato permanente com o Pai para que saiamos das agruras do dia a dia e alcancemos a salvação.
Té logo!
ET. Mais uma vez por causa da CoVid a Fundação Alfredo da Matta-FUAM está de luto com a perda de um colega de trabalho.
Partiu para junto de Deus o Dr Luiz Cláudio Dias, Médico Dermatologista.
Profissional dedicado e comprometido com as causas da saúde pública especialmente com a dermatologia sanitária, assim foi a trajetória brilhante, quase sacerdócio, durante sua permanência na instituição que tanto amou e dignificou.
Conheci o Luiz Cláudio no início da década de 1990 ele ainda residente em Dermatologia da FUAM.
Despontava como apaixonado por essa especialização que ele bem confundia, no bom sentido, com a Infectologia.
Logo se voltou de corpo e alma para a Dermatologia Sanitária onde poderia atuar junto aos pacientes de Hanseníase que ele tanto bem cuidava.
A família alfrediana está de luto e a saúde pública do nosso estado perde um dos seus mais significativos ícones na luta pela eliminação da Hanseníase e dos cuidados contra as infecções sexualmente transmissíveis.
O Dr Luiz Cláudio despontou na especialização, diferentemente de muitos outros colegas que preferiram abraçar as causas da estética, ao optar, enquanto dermatologista, para tratar e cuidar de forma holística da saúde da pele na porção que mais causava estigmas e preconceitos.
Enquanto médico, muitas vezes também cuidou da auto estima e das emoções de tantos quantos buscavam seus serviços de profissional estudioso e dedicado.
Siga em paz amigo para os braços do Pai. Sua amada FUAM e seus colegas de trabalho sentiremos muita sua falta mas saberemos que de lá estarás nos contemplando e, em oração, estarás rogando a Deus por nós.
Té logo!
*O autor é farmacêutico bioquímico e diretor-presidente da Fundação Alfredo da Matta

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