Entrevistado em um dos programas populares mais focados na questão da segurança pública da TV amazonense, ontem, o senador Eduardo Braga, pré-candidato ao Governo na eleição suplementar, afirmou que “é óbvio que tem algo errado no planejamento e no combate ao crime organizado”. Ele criticou a falta de projetos sociais no Amazonas, que poderiam estar contribuindo para melhorar a qualidade do serviço de segurança pública.
O Amazonas vive uma situação caótica na segurança pública. É o que indicam os índices publicados no Atlas da Violência 2017, divulgado esta semana pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
“Hoje não temos mais o programa Jovem Cidadão, que chegou a ter 120 mil jovens, que estudavam de manhã e, à tarde, estavam no contraturno fazendo atividades nas áreas de esporte, cultura e lazer, aprendendo línguas estrangeiras, tendo reforço escolar em matemática e língua portuguesa. Assim o nosso jovem se preparava para ter o primeiro emprego”, lembrou Eduardo Braga. O programa foi sensivelmente reduzido na administração de Omar Aziz e acabou na gestão de José Melo.
Durante entrevista ao programa “Sabino e Reizo Castelo Branco”, da TV BAND Amazonas, o senador comentou que, fazendo uma leitura do Atlas da Violência, é visível a queda nos números da violência juvenil nos anos do programa Jovem Cidadão.
“Nós conseguimos resgatar aquele garoto que estava entrando para o crime e dar uma nova perspectiva de vida para ele. Hoje, os jovens estão voltando para o crime porque não há mais um programa social eficiente que lhe dê opções”, criticou.
Eduardo Braga também destacou as escolas de tempo integral, onde o jovem entrava de manhã e saía no final da tarde, e o Cetam, referência em ensino profissionalizante que preparava o aluno para o mercado de trabalho.
“Tudo isso, infelizmente, acabou no Amazonas. Quando falo que o Amazonas está na UTI, não me refiro somente à área da saúde, na qual 49 mil pessoas aguardam na fila para um simples exame de ultrassom, a falência está em todas as áreas do Estado do Amazonas. Tirar o Amazonas da UTI é o nosso desafio”, afirmou.
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