Todo católico dedicado e antenado com o futuro da única igreja fundada por Jesus Cristo, tem por obrigação acompanhar o desenrolar dos acontecimentos que envolvem a reunião do Colégio Cardinalício ou Conclave.
Há milênios, esta é a forma que a Igreja adota para definir o nome do líder espiritual, político e administrativo de mais de um bilhão de católicos espalhados pelo planeta.
Nas minhas quase sete décadas de vida, já tive a feliz oportunidade de acompanhar a escolha de pelo menos quatro papas a partir de Paulo VI, e fico na feliz e ansiosa expectativa pelo nome a ser escolhido.
Como católico conservador, tenho uma visão e uma práxis religiosa e de fé mais fundamentada na Tradição, no Magistério, na Sagrada Escritura e naquilo que este posto no Catecismo da Igreja Católica.
A partir disso, rezo pela indicação de um Papa que traga de volta uma religiosidade sem viés ideológico, sem relativizações sobre temas como aborto, celibato, homossexualismo, pedofilia, ritos tradicionais, sobre ordenação de mulheres entre outros temas pétreos.
Há certo alvoroço e preocupações entre grupos, entidades, congregações e leigos engajados, de como o Colégio Cardinalício irá se comportar para a definição do novo ocupante da cadeira de São Pedro.
Diz-se sempre que o agir do Espírito Santo é quem conduz o processo que leva os cardeais a assinalarem o nome ou nomes, até que o mais votado seja anunciado.
Uma dessas análises sobre a ação do Espírito Santo durante a escolha do nome do próximo Papa, me chamou atenção pois comungo plenamente com ela e transcrevo a seguir.
“O Espírito Santo age sim no Conclave, mas o resultado depende da abertura do coração de cada cardeal ao Espírito e do preparo espiritual deste.
Nem todo Papa escolhido nos conclaves, foi da escolha do Espírito Santo.
O então cardeal Joseph Ratzinger, futuro Papa Bento XVI, deixou isso bem claro à época, em entrevista para TV alemã a esse respeito.
Outra coisa muito preocupante, e conforme dito por um cardeal recentemente, a questão agora é entre a ortodoxia e a heresia.
Na dependência de quem seja, da linha progressista ou tradicional, pode ter um cisma na igreja.
Isso tem repercussão direta em nós, pois um Papa progressista pode a vir mudar por exemplo o catecismo com alguma heresia e negar algum mandamento.
Isso é muito grave, e nesse caso não podemos nos submeter à heresia.
A submissão à Igreja não significa submissão irrestrita às decisões do Papa.
Submissão à igreja, é uma coisa, reconhecer a autoridade do Papa é outra e ter a essência papal é outra.
Conforme dito, devemos ter submissão à Igreja de Jesus, mas, sobre tudo o que o Papa decide, temos sempre que analisar se está conforme a doutrina verdadeira e devemos lembrar que nem todo Papa guarda a essência de Pedro.
A submissão total e irrestrita deve ser a Jesus e seu Evangelho e à tradição dos apóstolos.
Em relação ao Papa devemos sempre analisar, se ele professa ou não a doutrina e a fé de Pedro e dos outros apóstolos.
Lembrar, entretanto, que agindo assim, não é negar a autoridade do Papa e nem é ser sedevacantista.
Isso já aconteceu com São Paulo e São Pedro.”
Diante dessa análise, só nos resta acompanhar o Conclave a partir do próximo dia 07 de maio e rezar para que o nome do escolhido seja para os católicos do mundo inteiro sinal do agir de Deus.
Que o próximo Papa seja igualmente sinal de
renovação da fé na direção do aprofundamento espiritual dos fiéis e para transformação da Santa Madre Igreja que leve os cristãos católicos à salvação.
Té logo!
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