Dois policiais do 1º DIP e dois militares já foram presos em operação que apura roubo de ouro e diligências podem chegar a ainda mais agentes públicos

As 60ª e 61ª Promotorias de Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública (Proceapsp) do Ministério Público do Amazonas (MPAM) estão aprofundando as investigações sobre a maior apreensão do maior carregamento de ouro já registrado no estado. Em 30 de outubro de 2025 um investigador da Polícia Civil e dois policiais militares foram presos em flagrante, em uma ocorrência que resultou na apreensão da carga milionária. Hoje mais um policial lotado no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) foi preso. Trata-se de uma das maiores e mais movimentadas unidades da PC na capital, que está no olho do furacão.

As prisões em flagrante tem sido cumpridas por agentes da Polícia Federal, já que o crime é federal – contrabando e lavagem de dinheiro.

A Operação Piloto de Fuga também dá continuidade às apurações desenvolvidas na Operação Auxílio Criminoso, deflagrada anteriormente para identificar outros envolvidos no esquema investigado e aprofundar a coleta de provas relacionadas ao caso.

No decorrer das investigações conduzidas pelas 60ª e 61ª Proceapsp, em razão do envolvimento de agentes públicos da segurança estadual, o promotor de Justiça Armando Gurgel Maia representou à Justiça Federal pelo cumprimento de um mandado de prisão preventiva contra um investigador da Polícia Civil e quatro mandados de busca e apreensão.

Locais

As medidas foram cumpridas no início da manhã terça-feira (09), incluindo diligências realizadas no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e nos condomínios Quinta das Laranjeiras, Copenhague e Residencial Amazonas, locais alcançados pelos mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal.

Segundo o promotor de Justiça Armando Gurgel, titular da 60ª Proceapsp e responsável pelo requerimento das medidas cautelares, a operação tem como objetivo aprofundar a apuração sobre a dinâmica dos fatos, reunir novas provas e identificar a eventual participação de outras pessoas no esquema investigado.

A atuação prossegue sob acompanhamento do Ministério Público e da Polícia Federal para o esclarecimento dos fatos e eventual responsabilização dos envolvidos.

Veja a declaração do promotor:

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