Pais, responsáveis e gestores de escolas estão sendo alertados sobre o perigo do desafio “quebra-crânios”. A “brincadeira” circula em vários vídeos nas redes sociais e desafia crianças e adolescentes a reproduzirem a ação, que já contabiliza uma vítima fatal no Brasil. Já existem registros dessa ocorrência em Manaus.
O deputado João Luiz (Republicanos) disse hoje que encaminhará um expediente aos gestores de escolas municipais e estaduais para que orientem as crianças e os jovens a não praticarem e nem participarem deste desafio. Na avaliação dele, que é presidente da Frente Parlamentar Cristã da Aleam, os pais e os responsáveis devem se atentar quanto ao conteúdo exposto aos filhos e protegê-los de brincadeiras nocivas à saúde.
“Uma adolescente morreu no Rio Grande do Norte ao aceitar o desafio. Até quando vamos ver nossas crianças e jovens partirem, de forma precoce, por reproduzir ações expostas na internet? Como pais, temos o dever de protegê-los. Por isso, faço o alerta para que se atentem ao conteúdo visto por seus filhos”, alertou o parlamentar.
De acordo com o Republicano, a “brincadeira” que está circulando na internet têm causado preocupações, também, entre os médicos. Segundo especialistas, a pancada pode causar problemas sérios de saúde e até levar à morte. “Conversei com alguns profissionais da saúde e eles alertaram que isso não se trata de uma brincadeira, mas de uma agressão física. Isso porque a queda pode ter como consequências dores musculares, fratura e, até mesmo, a morte”, ressaltou.
O desafio “quebra-crânios” acontece da seguinte forma: três pessoas ficam lado a lado e aquela que está no meio (desavisada) salta, enquanto os dois das pontas aplicam uma rasteira, causando a queda e a pessoa bate a cabeça no chão.
Vítima fatal
Emanuela Medeiros, de 16 anos, morreu na última segunda-feira (10), após participar do desafio “quebra-crânios” e bater a cabeça no chão na Escola Municipal Antônio Fagundes, no Rio Grande do Norte (RN). A adolescente sofreu traumatismo craniano.
Ela participava da brincadeira com outras duas meninas que tentavam guiá-la, com uma espécie de cambalhota. Durante o giro, ela bateu a cabeça no chão e não resistiu ao baque.
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