Os deputados estaduais Wilker Barreto (Podemos) e Dermilson Chagas (PP), ingressaram no início da tarde de hoje, com um pedido de impeachment do governador Wilson Lima (PSC), e do vice-governador, Carlos Almeida Filho (PRTB). Eles alegam que os dois cometeram crimes de responsabilidade e improbidade administrativa por deixar de investir corretamente recursos na Saúde. A possibilidade do processo seguir adiante, entretanto, é remotíssima, porque o Governo tem maioria folgada na Assembleia Legislativa.
Fazem oposição ao governador hoje na Assembleia Legislativa (ALEAM) os dois parlamentares autores do pedido e Serafim Corrêa (PSB). A base aliada tem pelo menos 15 deputados fieis e outros seis navegam ao sabor dos interesses pontuais. Estes últimos, entretanto, têm votado sistematicamente com o Governo.
A possibilidade do presidente Josué Neto (PSD) se alinhar com os oposicionistas também é pequena, uma vez que, mesmo estando neste momento rompido politicamente com o governador e principalmente com o vice, ele tem interesses bem definidos no futuro e seria temerário fomentar uma guerra com o Executivo neste momento.
O documento foi encaminhado à presidência da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e se baseia na crise da saúde pública no Estado. Os deputados indicam que e a falta medicamentos e insumos nas unidades hospitalares, além da ausência de equipamentos para exames e atraso de salários dos profissionais terceirizados da saúde. O desvio de finalidade do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI) para pagamentos de outras finalidades também foi relatado pelos parlamentares.
O blog apurou que eles mesmos têm dúvidas quanto ao sucesso da empreitada, mas apostam na mobilização popular para tentar pressionar os colegas a votar pelo impeachment.
Rito
Após protocolado, o pedido segue para apreciação da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Aleam e, se aprovado, será encaminhado para votação no Plenário. São membros os deputados Delegado Péricles (PSL) , Belarmino Lins (PP), Joana D´Arc (PL), Serafim Corrêa e Wilker Barreto. O voto de minerva seria o do primeiro.
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