O deputado estadual Wilker Barreto (PSD) usou, na manhã desta terça-feira (28), a tribuna da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) para comentar a apresentação do relatório do quadrimestre da saúde, ocorrida na última segunda-feira (27).
Durante o discurso, o parlamentar chamou atenção para o atraso na entrega dos relatórios obrigatórios por lei federal. Segundo ele, a Assembleia ficou cerca de oito meses sem acesso às informações, comprometendo a fiscalização dos recursos públicos.
Wilker também voltou a questionar a atuação da organização social responsável pela gestão do Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, destacando inconsistências entre os pagamentos realizados pelo Estado e a situação enfrentada por profissionais e fornecedores. “A organização social que tá administrando 28 de agosto tá com pagamento em dia. O último pagamento foi em março, 32 milhões por mês. Detalhe, perguntei para a secretária se nesse um ano de contrato, foi descontado aquele pagamento. Sabe qual foi a resposta? Não soube informar”, afirmou.
“Eu perguntei para ela o porquê de os médicos da OS estarem indo pro terceiro mês sem receber, mesmo estando em dia o pagamento. Como é que uma prestadora de serviço que administra 28 está com os pagamentos em dia? Se os fornecedores estão em atraso. É grave a situação!”, frisou.
Gastos elevados e realidade dos hospitais
O deputado destacou que o relatório aponta um gasto de R$5,3 bilhões na saúde entre janeiro e dezembro, o equivalente a 93% do orçamento previsto. No entanto, questionou a efetividade dessa aplicação diante da realidade das unidades de saúde.
“Para onde foram os R$5,3 bilhões? Se o dinheiro foi gasto, cadê os medicamentos? Por quê os médicos estão em atraso?”, questionou.
Wilker também criticou a falta de investimentos estruturais e relembrou problemas identificados na maternidade Balbina Mestrinho. “Perguntei olhando para a secretária se era justo no Balbina Mestrinho, uma mãe sentada numa poltrona como leito. Se isso é dignidade, para mim não é!”, reforçou.
O parlamentar ainda destacou a situação da UPA de Tabatinga, que teve reforma iniciada e posteriormente paralisada, agravando o atendimento na região. “A UPA já estava um caos antes da reforma. Iniciou-se a reforma e simplesmente quebraram o hospital e pararam a obra. Imagina como deve estar o povo de Tabatinga, de São Paulo de Olivença, de Benjamin Constant, de Atalaia do norte em um sofrimento. O que era ruim conseguiu ficar pior”, afirmou.
“E o que mais me causa surpresa, é eu questionar uma secretária de Estado da Saúde sobre quando retornaria as obras e ela não conseguir responder”, pontuou.
Cobrança por mudanças e investigação
Por fim, o deputado reforçou a necessidade de mudanças na condução da saúde pública estadual. Diante do que classificou como falhas graves de gestão e suspeitas envolvendo contratos, Wilker defendeu a substituição da secretária de Saúde e a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a aplicação dos recursos.
O parlamentar reafirmou que seguirá cobrando transparência, responsabilidade e melhorias concretas na saúde do Amazonas.
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