De(mérito)

Em toda a minha trajetória de estudante, servidor e gestor público, só aceitei homenagens ou reconhecimentos quando feitos por colegas de profissão, de trabalho e alunos ou enquanto atuante nos movimentos e pastorais da minha Igreja Católica.

De outro lado, recusei solenemente umas indicações e até convites para receber comendas ou medalhas porquanto, penso que cumpri em todos os ramos de atividade e de vida, mais que minha obrigação de filho de Deus, de cidadão.

Sinceramente, que não assisto mérito algum, em que instituições e poderes púbicos, gastando rios de dinheiro com medalhas, diplomas e insígnias em solenidades caras, “homenageiem” pessoas e autoridades, estas que apenas devem cumprir seus deveres funcionais.

É um salamaleque e tanto, em meio a presidentes e chefes de poderes distribuindo afagos e pendurando medalhas e colares no peito de uma gente que, o que menos fazem, é cuidar do bem estar do povo, das finanças e dos seus afazeres enquanto agentes públicos.

Ministros, chefes de poderes, militares, promotores, juízes, desembargadores, presidentes da república, delegados, agentes públicos e até esposas de gente proeminente, quedam-se até ao sol, para receber uma “homenagem” injusta e sem sentido.

Sinto vergonha alheia, quando tenho oportunidade de saber e de ver tais solenidades em um país arrasado moral, financeira, política e judicialmente.

A fila, é de uma gente sedenta por um reconhecimento passageiro e injusto.

Sabidamente, há muito mais gente merecedora dessas insígnias espalhadas por aí as quais, seguem cumprindo com honra e dignidade seus misteres de homens e mulheres de bem.

Outro dia, soube com ar de tristeza e desencanto, que o Tribunal de Contas do Amazonas, gastou uma fábula de dinheiro público em passagens, diárias, Buffets e espaços, para distribuir a rodo umas medalhazinhas de agrado a gente do poder judiciário, legislativo e executivo.

Quanto despautério! Quanta vergonha! Quanto de(mérito) de quem concedeu e de quem se submeteu a receber tais “honrarias”.

Essa gente nem ruboriza e tampouco se emenda posto que se acham no direito de sair por aí realizando esses atos.

Notem, que existe até uma troca de “homenagens” entre essa gente.

-Hoje eu te concedo tal “honraria”, amanhã, você me devolve o gesto.

É assim mesmo que as coisas se desenrolam e avançam. Tudo para engordar currículos podres de tanta desonra e de tanta desfaçatez. Credo!

Quiçá algum dia possamos ter uma lei que proíba tais solenidades.

Mas, quem terá coragem de colocar um freio nisso? Ou quem ousará colocar o guizo no rabo do gato sem levar uns arranhões?

Té logo!

Qual Sua Opinião? Comente:

Deixe uma resposta