As primeiras 400 toneladas de insumos de asfalto, o chamado CAP (Cimento Asfáltico de Petróleo), importadas pelo Governo do Amazonas para dar continuidade à recuperação do sistema viário de Manaus, chegaram nesta terça-feira (04/09) em Manaus. O material vai suprir a demanda por asfalto, que aumentou em 6% desde que o Estado iniciou os trabalhos nas ruas da capital.
As obras de recuperação do sistema viário da cidade estão sendo realizadas pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Manaus (SRMM) e Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE).
Para suprir o aumento da demanda e escassez do asfalto em Manaus, o Governo importou da cidade de Betim, Minas Gerais, três mil toneladas de CAP. As primeiras 400 toneladas vieram por balsas chegaram nesta manhã no Porto de Navegação Nóbrega (Mady), na Vila Militar Rio Negro da Aeronáutica, zona sul de Manaus.
De acordo com o titular da SRMM, Marcos Rotta, que acompanhou a chegada das balsas, aproximadamente cinco mil toneladas de asfalto são necessárias diariamente para atender as obras da capital. “Em menos de 20 dias nós imprimimos um grande ritmo de trabalho em bairros de cinco zonas da cidade. Esse alto volume de obras fez com que, na primeira vez na história, as distribuidoras de asfalto tivessem que importar o CAPs”, explicou Rotta.
Não vai faltar asfalto
De acordo com gerente comercial da Companhia Brasileira de Asfalto da Amazônia (CBAA), que fornece o produto para os trabalhos da SRMM, Arthur Ramos Neto, as ações executadas pelo Governo do Estado nos bairros de Manaus não serão comprometidas pela falta de asfalto.
Além das 400 toneladas, devem chegar nos próximos dias à capital, mais 2,6 mil toneladas do CAPs. O total de 3 mil toneladas, representa somente 5% do que está sendo consumido pelos trabalhos de recuperação do sistema viário de Manaus. Ele explicou ainda, que, em apenas 20 dias de ações, houve um aumento na produção de asfalto em torno de 30%.
“Nós tivemos esse aumento de demanda e tivemos que importar essa quantidade de CAPs para não comprometermos a continuidade dos trabalhos, mas isso é temporário, até retomarmos a capacidade total de produção da refinaria”, informou Artur Ramos. “Agora vamos tratar o CAP, que vem endurecido. O insumo será aquecido para que se torne líquido. Em seguida, faremos o transbordo para carretas-tanques, que sairão do porto direto para as usinas das construtoras para fazer a massa asfáltica”, detalhou.
Foto: Aguilar Abecassis
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