“Fala mais que a preta do leite!” Essa era uma das muitas expressões que minha saudosa mãe D. Lélia soltava quando queria se referir a alguém que falava demais e compulsivamente, seja um filho, vizinha, parente, etc.
Janja é hoje a nossa preta do leite.
Mas quem é essa personagem animada, controversa e desbocada que caiu de paraquedas na política brasileira?
Rosângela Lula da Silva, mas conhecida pela alcunha de Janja, é uma socióloga que havia ganho de presente uma boquinha numa estatal brasileira-Itaipu Binacional, cujo escritório ficava no Paraná.
Lula estava preso em Curitiba pelas dezenas de crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e advocacia administrativa cometidos.
Do escritório da Itaipu até à carceragem da Policial Federal de Curitiba distavam apenas uns poucos quilômetros até que alguém levou Janja para uma visita(íntima por sinal) até o descondenado.
A partir daí nasceu o namoro, veio o casamento e, Janja, se tornou primeira dama do país, numa escalada quase alpinismo meteórico, como convém a quem fala demais e se mexe bem nos cenários políticos.
Então o que ganhamos de presente de grego foi uma moça que possui grande e irrefreável poder de persuasão e de comando sobre o governante mor do Brasil.
Por conta dessa ascendência sobre Lula, Janja vive metendo os pés pelas mãos ou o bedelho, até em assuntos administrativos, políticos e diplomáticos, causando mês sim e outro também, repercussões e crises reduzindo a pó a já combalida popularidade do ex presidiário.
Janja não tem cargo oficial, Janja não ocupa cadeira ministerial, Janja não recebe salário embora esbanje horrores em gastos do erário daí o apelido de Esbanja.
Porém, Janja indica ministros, tem escritório na sede do governo, tem uma penca de assessores, representa o marido e o país oficialmente em diversos compromissos e, por conta de tudo isso, fala demais, errado e tortamente.
Mas é preciso que Janja fale e continue falando aqui, ali e acolá, porque suas intervenções destabanadas e até fúteis, colaboram com a derrocada de um governo fraco, irresponsável e temerário cuja imprensa consorciada faz questão de incensar.
Portanto, deixem a Janja falar e bodejar à vontade!
Quem sabe numa dessas, a moça cometa o ato falho de entregar algum ministro, desnudar esquemas ou até denunciar alguma das muitas formas de corrupção em que Lula et caterva estejam envolvidos até o pescoço.
Té logo!
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