De volta aos anos 80: Polícia reprime manifestação de professores e presidente do Sindicato é agredida por policial (veja vídeo)

A atuação da Polícia Militar (PMAM) durante protesto de professores em frente à sede do Governo do Estado, hoje pela manhã, remeteu ao que ocorria nos anos 80, quando a repressão às passeatas, ainda mais numerosas que a de hoje, era muito violentar. Oito viaturas e 30 policiais foram colocados para tentar impedir que os trabalhadores da educação se manifestassem e a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), Ana Cristina Rodrigues, chegou a ser empurrada por um policial ao tentar defender um manifestante que era ameaçado de prisão.

Em alguns momentos, os manifestantes fecharam a rua e pararam o trânsito. Numa dessas vezes, a polícia partiu para cima dos trabalhadores para impedir a paralisação e ameaçou algemar um professor. A presidente do Sinteam, Ana Cristina Rodrigues, defendeu o colega e foi empurrada por um policial. “Nossa arma é a caneta. O Amazonas lidera o número de homicídios e, ao invés de proteger a população, o governador coloca um grande efetivo de policiais para combater trabalhador”, disse.

Nas falas no carro-som, professores denunciaram a situação precária das escolas. “O ar condicionado não funciona, as escolas estão sujas porque o governo não paga os auxiliares de serviço geral, os estudantes não têm livro, a gente precisa comprar o próprio pincel para escrever no quadro e os alunos só tem comida de terça a quinta. Segunda e sexta é suco com bolacha”, disse o professor de geografia Ian Lemos.

A categoria reivindica, entre outras pautas, reajuste salarial de 20%. A data-base dos servidores da Seduc é no dia 1º de março de cada ano e é garantida por lei.

Os trabalhadores também querem o cumprimento das progressões por titularidade e tempo de serviço, reajuste no vale-alimentação e no auxílio-localidade, melhores condições na estrutura das escolas, cumprimento da lei que limita a quantidade de alunos por sala de aula, etc.

Veja o momento da agressão:

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