O deputado David Almeida (PSB), pré-candidato a governador, tenta nesta campanha eleitoral promover um milagre digno de sua fé adventista: reunir, no mesmo palanque, o partido do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, o PT, e a legenda do presidenciável carioca Jair Bolsonaro, o PSL. Está negociando com os dois ao mesmo tempo. E pode ter em sua chapa senadores que defendem os dois lados, praticamente óleo e água no mesmo copo, juntos e misturados.
As conversas com o PT acontecem há pelo menos dois meses, com o apoio da Direção Nacional petista, que prioriza alianças com o PSB de David e o PC do B de Vanessa Grazziotin. Só que os comunistas não têm participado das negociações e não haveria vaga para a senadora na chapa.
David Almeida praticamente já fechou com o PMN, presidido no Amazonas pelo vereador Chico Preto, pré-candidato ao Senado que declarou apoio a Jair Bolsonaro. A outra vaga de senador está reservada ao PT, para o ex-deputado Francisco Praciano.
O impasse com Vanessa pode inviabilizar o acordo com o PT.
Já o acordo com o PSL seria mais fácil. Haveria vaga para um nome indicado pelo partido tanto como vice. A ala evangélica que apoia David quer que ele abra espaço para Bolsonaro no Amazonas, já que o partido do deputado carioca não tem expoentes no Estado.
Se conseguir o milagre de juntar lulistas e bolsonaristas no mesmo palanque, David terá que medir o efeito disso, que pode ser muito bom ou muito ruim para sua campanha.
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