O escabroso caso do jornalista maranhense que está sendo investigado, julgado e virará réu no STF, está se transformando na mais suprema e vergonhosa página do jornalismo brasileiro.
Pablo, o corajoso jornalista, escreveu uma série de reportagens sobre o uso indevido de um veículo de luxo blindado nos deslocamentos do ministro Flávio Dino e seus familiares dentro da capital e no interior do Maranhão.
O veículo é patrimônio público pertencente ao acervo do Tribunal de Justiça do estado e, não poderia ser disponibilizado para fins os quais não estão definidos na legislação.
Imagens, roteiros, deslocamentos e diversos outros fatos foram descritos pelo jornalista em suas matérias publicadas em seu blog pessoal.
Até aí nada de irregular ou que pudesse ser objeto de quaisquer enquadramentos judiciais posto que o profissional apenas cumpriu e bem o seu mister de levar à população as informações necessárias para fins de análise e opiniões públicas por parte do contribuinte maranhense.
Inclusive, a própria administração da justiça maranhense suspendeu a cessão do veículo o que denota a ilegalidade do uso de um bem público com desvios de finalidade.
Como a autoridade alcançada com a boca na butija utilizando ilegalmente um veículo era um ministro da mais alta corte brasileira, isso bastou para que a perseguição ao jornalista investigativo se transformasse na mais cruel forma de silenciar a imprensa.
Tenho acompanhado com lupa esse caso horroroso em tele jornais, blogs, podcasts, jornais on line e na mídia de um modo geral.
Pasmem meus leitores que o que mais me causa espanto é o quase silêncio dos colegas do perseguido jornalista Pablo. Oremos!
As análises, opiniões, posicionamentos e textos expostos sobre esse fato até aqui, são de uma suprema covardia.
Os jornalistas medem palavras, douram a pílula, se encolhem na cadeira e demonstram uma timidez cúmplice como se cada um deles, ante essa escalada de descumprimento da constituição, nunca fossem alcançados um dia pela toga pesada de Alexandre de Morais e Flávio Dino. Credo!
Mas não foi assim que a maior parte do jornalismo brasileiro tratou seus colegas Alan dos Santos, Oswaldo Eustáquio, Paulo Figueiredo e Rodrigo Constantino apenas para alguns.
Esses jornalistas até hoje são execrados pelos seus colegas de profissão, desprestigiados pela imprensa à qual serviram com lealdade e perseguidos pelo STF. Dois pesos e duas medidas. Misericórdia!
O STF está indo longe demais e a Constituição já é letra morta nas cabeças que maquinam ações persecutórias e nos dedos que digitam decisões manifestamente ilegais.
Hoje é o jornalista Pablo e ninguém reclamou por ele; depois pode ser um chefe de redação e ninguém vai punir por ele; amanhã poderá ser um radialista bem informado e este ficará só e será preso.
Quando a imprensa brasileira resolver despertar com coragem e de peito aberto para essa escalada de insensatez de ministros da nossa corte suprema, poderá ser tarde demais posto que cairá em desgraça total.
Té logo!
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