Crédito mais barato não deve empolgar consumidor, diz economista

Nos dias atuais, em pleno período de recuperação de crise econômica, o uso consciente do crédito é uma arma poderosa no controle do orçamento doméstico. É o que defende o conselheiro do Conselho Regional de Economia (Corecon-AM), economista Francisco Mourão Júnior, ressaltando, ao mesmo tempo, que é extremamente atrativo “pegar” um dinheiro extra, quando há uma divulgação de redução de juros ou alongamento de prazos.

Mas já adverte: “é importante avaliar o quanto esse novo crédito vai auxiliar ou atrapalhar suas contas. Para isso, avalie a destinação que será dada ao dinheiro e quais benefícios isso pode lhe trazer”.

Ele orienta que é preciso verificar também o quanto essa parcela vai “pesar” no orçamento familiar, pois, às vezes, uma oportunidade de empréstimos parece tentadora e a solução para os problemas (e muitas vezes vai ser mesmo). “Mas e depois? Como você vai fazer para honrar esse novo compromisso? Essa operação vai liquidar outros créditos que você tem? Vai diminuir seu desembolso mensal? Responda a essas perguntas e poderá ter uma ideia se vale a pena ou não investir nessa nova dívida”, esclarece.

Se houver a oportunidade de renegociar um empréstimo, diminuindo a parcela, é necessário avaliar essa opção considerando que a diferença pode ser guardada, como se ainda estivesse pagando o valor antigo. Dessa forma, você começa a poupar e a inverter a situação, garante o especialista.

Para Mourão Júnior, se a vida financeira não está saudável e organizada, uma dica importante é começar a fazer o planejamento financeiro das rendas e despesas para ter uma ideia do quanto e como se gasta o dinheiro durante o mês.

Mas se for preciso antecipar um projeto ou uma necessidade particular, o economista até aconselha a realização do empréstimo, do uso do crédito bancário ou do financiamento, desde que ao contratar uma dessas operações, apesar de estar remediando uma situação atual, haja a consciência de que se estará contraindo uma dívida e o pagamento das parcelas devidas deverão ser pagas mensalmente ao longo dos próximos meses.

“Fazer um crédito consciente é tirar todas as dúvidas possíveis antes de formalizar a operação, é fazer consultas, utilizar simuladores de empréstimo, informar-se sobre as opções de crédito que você tem acesso, escolher sempre o que se adequa melhor a sua condição financeira e perfil econômico”, explica o economista, enfatizando ainda a importância de se conferir na instituição o valor correto do Custo Efetivo Total (CET) ou custo do crédito, certificando-se de que as parcelas não irão pesar no orçamento, dificultando o pagamento de outras despesas.

 E o conselheiro do Corecon finaliza com uma dica de ouro: “evite utilizar mais de 30% de seu rendimento mensal com as prestações, não ultrapassar esse limite também é usar de bom censo e fazer o crédito consciente”.

Confira os conselhos abaixo para manter suas finanças em dia.

1 – Pagar as contas em dia, de preferência até a data de vencimento. Agindo assim, você evita despesas com multas e juros pelo atraso no pagamento das contas de consumo e despesas com produtos financeiros;

2 – Pesquisar preços antes de comprar seus bens, encontrou, faça as contas para saber se dá para pagar;

3 – Pague dívidas antigas antes de assumir novos compromissos financeiros;

4 – Não pode ou não consegue pagar à vista, talvez uma operação de crédito seja uma alternativa viável.

Pegar empréstimo

Teve que pegar um empréstimo, para que ele pode ser utilizado?

1 – Liquidar dívidas de compromissos financeiros com taxas mais altas;

2 – Antecipar a compra de um veículo, eletrodoméstico ou qualquer outro bem;

3 – Comprar, reformar ou construir uma casa;

4 – Realizar estudos, entrar num negócio, fazer uma viagem com a família etc.

Orçamento e Finanças e Compromissos

Antes de contrair um empréstimo é importante fazer alguns questionamentos.

1 – Vou precisar mesmo desse bem?

2 – Será que posso esperar mais algum tempo para comprá-lo?

3 – Meu orçamento vai comportar mais essas parcelas, de um novo empréstimo?

4 – E melhor por curto ou longo prazo, qual custa menos, e se eu ficar desempregado?

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