Quando eu nasci em 1958 o Brasil ganhou seu primeiro campeonato mundial de futebol disputado na Suécia vencendo com brilhantismo a seleção anfitriã.
Levamos um timaço com Pelé, Vavá, Garrincha, Zito, Mazzola, Nilton Santos, Didi, Gilmar, Zagallo, entre outros, depois dos fracassos de 1950(o tal maracanazo contra o Uruguai) e de 1954.
Essa seleção na verdade era composta por metade do time do meu glorioso Botafogo de tantas tradições e vitórias e isso precisa ser lembrado.
A partir daí vieram as conquistas de 1962, com o bicampeonato, e de 1970, o tricampeonato exatamente no dia 21 de junho data do meu aniversário de nascimento. Que linda lembrança!
Dois longos jejuns sem taça do mundo até que 1994 veio o tetra e em 2002 o penta, título que nenhum outro país no planeta alcançou.
Nosso futebol mergulhou num fosso indesejável de falta de planejamento, falta de espírito de brasilidade por parte dos jogadores e a ganância total que o mercantilismo impõe aos atletas, aos times e aos dirigentes.
Tudo isso junto, vem causando enormes frustrações no torcedor porque permite a troca das conquistas pelos ganhos de fabulosas somas para jogadores e clubes de futebol.
Nos dias atuais desde que no ano de 1930 aconteceu a primeira Copa do Mundo, o futebol passou de esporte das multidões e da paixão dos torcedores para um negócio extremamente lucrativo e globalizado.
Pois aí se encontra o ponto crucial da perda de credibilidade e do desgaste que o futebol brasileiro e planetário enfrentam há algumas décadas porquanto buscaram apenas o lucro excessivo e a propaganda desmesurada em detrimento da beleza e das competições cheias de brilho e de amor à camisa das nações participantes.
Tudo agora é do mundo inclusive as copas de futebol!
Quem manda são os patrocinadores que vão de bebidas, marcas de cigarro, casas de apostas, comida fast-food, bancos, montadoras de veículos em meio à sensualidade de homens e mulheres e gente famosa. Misericórdia!
A FIFA que começou lá atrás com doze seleções, já promete para 2030 ao menos quarenta e oito países participantes. Credo!
E porquê desse aumento de competidores? Ora, quanto mais países mais público, quanto mais público mais patrocínio e quanto mais patrocinadores mais grana nos cofres da FIFA. Simples assim!
Já não há mais interesse que não seja a fábula dos lucros!
A FIFA engana ampliando a copa para países sem nenhuma tradição ou sem nenhuma estrutura futebolística seja da África, da Ásia e do Oriente Médio. Tudo isso apenas em busca de mais e mais lucro!
Onde tudo isso vai acabar não sei! Só sei que o futebol é uma máquina de lucros, de disseminação de vícios, de politicagem e de corrupção nas federações em muitos países.
Aumentam os lucros, cai a qualidade nas competições com atletas cada vez mais ricos e em meio a um futebol mixuruca.
Té logo!
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