Contestada, eleição na escola de samba Aparecida ainda pode ter desdobramentos

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on email
Share on print

alexandre

No início do mês passado, o blog procurou o jornalista Saulo Borges para uma entrevista. Combinamos de enviar as perguntas por e-mail, mas ele não respondeu. Àquela altura, era o único candidato a presidente da escola de samba mais vencedora do Carnaval de Manaus, a Aparecida. Pouco depois do nosso contato, outra chapa foi lançada para concorrer com ele, liderada por Alexandre Macedo. Como não havíamos conseguido entrevistar um, não procuramos o outro. Agora, entretanto, um fator nos leva a entrar nessa disputa: os desdobramentos inesperados da eleição.

A chapa 2, liderada por Alexandre, recorreu do resultado da eleição, alegando que o estatuto da agremiação havia sido mudado para favorecer o candidato da situação, entre outras irregularidades. “”A relação de sócios-ouro, formada pelas pessoas que colaboraram de forma significativa com a escola, omitiu 170 nomes. Além disso, foram impedidos de votar os comunitários que não havia feito a biometria do Tribunal Regional Eleitoral, apesar do prezo ainda não ter terminado”, diz o opositor.

O desembargador João Simões indeferiu a liminar solicitada pelos opositores da atual diretoria.

No dia da eleição, a quadra da escola, palco da disputa, ficou fechada até as 12h30. Várias pessoas compareceram para votar pela manhã, mas não puderam exercer o direito. No edital que convocou o pleito, estava previsto que ele começaria às 8h. Os opositores também contestam a presença de pessoas ligadas à chapa de situação na mesa diretora dos trabalhos.

Outra contestação diz respeito à presidência do pleito, entregue ao juiz Mauro Antony. Segundo a chapa 2 ele é ritmista da escola e ligado à atual diretoria. “Não havia nenhum fiscal da chapa 2 dentro da sala onde foi realizada a eleição, ficando somente os deles. A ata da eleição foi entregue somente 96h após a realização do pleito. Um absurdo”, acrescenta Alexandre.

“O presidente Luiz Pacheco , em seis anos de mandato, entregou mais de 400 sócio-ouro, sendo que 178 estão irregulares (não citados na relação pedida pelo advogado). Por essas e outras razões, continuamos querendo a anulação do pleito”, conclui o opositor.

O blog se coloca mais uma vez à disposição de Saulo Borges para que ele dê a sua versão.

 

Qual Sua Opinião? Comente:

Deixe uma resposta