Conheça a verdadeira história por trás da saída de Menezes, que acaba de pedir exoneração

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O blog apurou com fontes do Governo Federal que foi a pressão política de parte da bancada federal do Amazonas, comandada pelo senador Omar Aziz (PSD) que provocou a saída do coronel reformado do Exército Alfredo Menezes Junior da superintendência da Zona Franca de Manaus. Na tarde da última segunda-feira (01), o general Luiz Eduardo Ramos, articulador político do Palácio do Planalto, telefonou ao superintendente informando que estava em curso uma negociação política, que demandava o seu cargo.

Naquela segunda-feira, Menezes despachou normalmente na Suframa pela manhã e foi surpreendido logo depois do almoço, por volta das 14h30, por um telefonema de Ramos. Nele, o general, que responde pela Secretaria de Governo, informava que precisava substitui-lo para atender a uma demanda da bancada federal do Estado. O coronel percebeu, então, que tinha chegado a hora de pedir exoneração para não atrapalhar a governabilidade e a relação do presidente Jair Bolsonaro com o Congresso, além de ficar desimpedido para dar sequência a seus próprios projetos.

A presença de Menezes na Suframa sempre desagradou uma parte da bancada federal, especialmente aquela comandada pelo senador Omar Aziz, que é o atual presidente da poderosa Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Antes da ascensão do militar ao cargo, o parlamentar tentou emplacar o nome do ex-deputado federal Pauderney Avelino (DEM), atual chefe do escritório do Amazonas em São Paulo. O insucesso incomodou o grupo, que permaneceu tentando a substituição.

Até antes da posse de Bolsonaro na Presidência, a Suframa era controlada pelo próprio Aziz e pelos deputados Avelino e Silas Câmara (Republicanos), atual presidente da Frente Parlamentar Evangélica. Foi deles a indicação do ex-superintendente Ápio Tolentino e dos adjuntos.

O grupo, entretanto, não conseguiu exatamente o que queria. Bolsonaro não admitiu a troca de Menezes por Avelino. Preferiu escalar para a missão o general da reserva Algacir Polsin, ex-comandante de operações do Exército na Amazônia.

Clique aqui e veja a nota de despedida do superintendente e sua carta de exoneração.

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