Conflito no Oriente Médio muda um pouco a percepção do nortista sobre melhoras na economia

O conflito entre Israel e o Hamas é motivo de preocupação para a maior parte dos brasileiros, em todas as regiões do país. A maioria (83% na média nacional) acredita que o conflito iniciado neste mês poderá prejudicar a economia aqui no Brasil. Na região Norte, quando perguntada sobre a economia do país até o final do ano, 20% da população disse acreditar que a situação deve piorar. Em setembro, essa percepção era de 18%, dois pontos percentuais a menos. Em contrapartida, 76% ainda acreditam que a economia vai melhorar ou permanecer igual. Em setembro, esse percentual somado era o mesmo.

Apesar de preocupada com o impacto da guerra na economia do país, a população vê aspectos positivos no cenário, como o controle da inflação.

Essa é uma das conclusões da última pesquisa RADAR FEBRABAN, realizada entre os dias 12 e 16 de outubro pelo IPESPE (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) para a FEBRABAN.

Para 40% dos nortistas, o Brasil está melhor em 2023 do que no ano passado, mesma percepção registrada em setembro.

Na vida pessoal, a opinião de que 2023 está melhor abrange 44% dos entrevistados (eram 45% em setembro).

Outros 71% acham que a vida pessoal e da família vai melhorar até o final deste ano. Em setembro, 74% disseram o mesmo.

Para 40% dos entrevistados, os preços estão iguais ou menores nos últimos seis meses. Em setembro, 44% haviam afirmado o mesmo.

A inflação e o custo de vida ficarão no mesmo patamar ou vão diminuir nos próximos seis meses para 55% da população. Outros 43% pensam que eles devem aumentar

Com relação aos impostos, 56% acham que eles vão aumentar enquanto outros 43% acreditam que eles permanecerão os mesmos ou vão diminuir.

O percentual daqueles que pensam que a taxa de juros ficará estável ou vai diminuir atinge 43%. Os que apostam na alta de juros somam 54%.

Sobre o nível de emprego, 55% disseram que estão otimistas e que ele vai aumentar ou permanecer igual, enquanto 45% pensam que crescerá o desemprego.

O poder de compra deve aumentar ou permanecer igual para 65%; para outros 34%, vai diminuir.

O acesso ao crédito vai aumentar ou manter-se nos níveis atuais para 67% dos entrevistados. Em oposição, 27% pensam que deve diminuir.

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