Os trigêmeos Kyara, Gustavo e Hannah, que nasceram na Maternidade Ana Braga, em Manaus, receberam alta hospitalar, nesta terça-feira (19/05). Nascidos prematuros, na 33ª semana de gestação, os bebês passaram por acompanhamento especializado desde o parto, realizado no dia 17 de abril na maternidade.
Durante os 32 dias que precisaram ficar internados para cuidados e ganho de peso, os recém-nascidos receberam assistência multiprofissional de médicos pediatras, de enfermagem, fisioterapia, entre outros profissionais. Os três também participaram do Método Canguru, estratégia que fortalece o vínculo entre pais e bebês por meio do contato pele a pele e do incentivo ao aleitamento materno.
Kyara, que nasceu com 2.260 quilos recebeu alta com 2,715 quilos, Gustavo que veio ao mundo com 1.960 quilos, evoluiu para 2,875 quilos, e Hannah que nasceu com 1.940 quilos, teve alta com 2,810 quilos, após evolução clínica positiva durante o acompanhamento neonatal na unidade.
Após semanas de internação, a mãe dos trigêmeos Francis Dalva, de 40 anos, destacou o acolhimento recebido durante todo o período em que os filhos permaneceram hospitalizados.
“Desde o início fomos muito bem acolhidos e assistidos por toda a equipe. Meus filhos receberam um cuidado excelente na maternidade. Todo esse carinho, atenção e acompanhamento fizeram a diferença durante esse período”, afirmou a mãe.
Agora, com a alta dos bebês, ela celebra o fato de reunir a família em casa e iniciar uma nova rotina ao lado dos filhos. “É uma felicidade muito grande poder levar meus filhos para casa saudáveis e bem cuidados. Eles estão fortes, ganharam peso e graças a Deus tudo correu bem. Sei que agora começa uma nova fase, cheia de aprendizados”, disse.
Moradora do município de Tefé (a 523 quilômetros de Manaus), Francis Dalva realizou o pré-natal em uma unidade de saúde do município e foi encaminhada para Manaus por se tratar de uma gestação de alto risco. A gravidez foi descoberta durante uma internação, quando ela estava com dois meses de gestação.
O parto ocorreu na 33ª semana e mobilizou uma equipe formada por obstetras, pediatras, neonatologistas, enfermeiros e anestesistas.
Os três recém-nascidos precisaram de suporte ventilatório não invasivo para auxiliar na respiração e permaneceram internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) e na Unidade de Cuidados Intermediários Convencionais (UCINCo) até estarem aptos para receber alta.
Rede estruturada
Em 21 anos de atuação, a Maternidade Ana Braga já realizou pelo menos oito partos de trigêmeos, sendo o mais recente em 2024. A unidade dispõe de estrutura adequada para atender casos de alta complexidade, garantindo assistência segura desde a gestação até o pós-parto, incluindo suporte neonatal especializado e acompanhamento contínuo aos recém-nascidos.
Segundo o diretor da unidade, Edilson Albuquerque, a maternidade conta com equipes multiprofissionais e suporte especializado para atender bebês prematuros e casos de maior complexidade desde os primeiros momentos de vida.
“Os trigêmeos receberam acompanhamento multiprofissional em todas as etapas da internação, garantindo uma assistência segura, humanizada e contínua”, destacou.
Maternidade referência
A Maternidade Ana Braga é referência em assistência obstétrica e neonatal de média e alta complexidade. A unidade da SES-AM atua no atendimento a gestantes de alto risco, urgência e emergência obstétrica, além da assistência especializada a recém-nascidos prematuros e bebês que necessitam de cuidados intensivos.
Também se destaca pelos serviços de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, Método Canguru, atendimento a vítimas de violência sexual, planejamento reprodutivo e acompanhamento do ciclo gravídico-puerperal, consolidando-se como um dos principais centros materno-infantis da região Norte.
A Maternidade Ana Braga conta com Banco de Leite Humano, como parte da estratégia de redução da mortalidade neonatal no Amazonas. A unidade também dispõe do Centro de Parto Normal Intra Hospitalar (CPNI), onde são realizados partos humanizados, incluindo atendimento multicultural para mulheres indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.
Foto: Arthur Castro
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