Briga que levou à expulsão de Alexandre Frota do PSL/SP pode se repetir no Amazonas

Em quase todo país, correntes que ajudaram a eleger o presidente da República, Jair Bolsonaro, estão se dividindo e disputando nacos do poder. A mais visível de todas elas ocorre em São Paulo, onde o partido do mandatário, o PSL, anunciou hoje a expulsão de uma das estrelas da legenda, o deputado federal e ator Alexandre Frota, que batia de frente com a maior liderança da sigla naquele Estado, o senador Major Olímpio. No Amazonas, a divisão também existe e está particularmente voltada para a eleição de 2020, à Prefeitura de Manaus.

No início do ano, o PSL/AM trocou de mãos. Saiu do comando do tenente-coronel PM Ubirajara Rosses, que estruturou a legenda para a eleição de 2018, e passou para o deputado federal Delegado Pablo, o segundo mais votado no Estado. O deputado estadual Delegado Péricles, irmão de Rosses, continuou  na legenda. Agora, o superintendente da Suframa, Alfredo Menezes, trabalha para garantir que o partido lance seu amigo, o empresário e ex-oficial do Exército Romero Brito, a prefeito de Manaus. Nos bastidores, o presidente regional trabalha em outra direção.

Neste momento, Pablo e Menezes disputam poder dentro do PSL. O superintendente vende a ideia de que é mais influente, por ser amigo pessoal de Bolsonaro, mas é o deputado o favorito do presidente nacional da legenda, o deputado federal pernambucano Luciano Bivar. Se depender deste último, será o delegado federal o candidato a prefeito da capital amazonense em 2020.

A briga pela hegemonia na seara bolsonarista de Manaus ainda promete esquentar.

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