Para o bom entendedor, meia estocada vale. Na saída do Palácio da Alvorada hoje, ao encaminhar-se a uma cerca onde estavam apoiadores, o presidente Jair Bolsonaro foi abordado por um homem, que lhe disse que era pré-candidato pelo PSL em Recife. A autoridade falou ao ouvido do cidadão: “Esquece o PSL”. O rapaz parece não ter compreendido e fez uma rápida filmagem dizendo: “Olha aqui, eu, Bolsonaro e Bivar (Luciano Bivar, deputado federal e presidente nacional do partido) juntos por Recife”. Pouco depois, o presidente dirigiu-se a ele e disse: “Não divulga isso não. Esquece esse partido. Ele (Bivar) tá queimado lá”.
É um petardo e tanto. O relacionamento entre Bolsonaro e o PSL segue entre tapas e beijos. Ao assinar a ficha do partido, no ano passado, ele fez um acordo com Bivar, que fundou e comanda a legenda há mais de duas décadas, para assumir a legenda em todo país e devolve-la depois do pleito. Foi o que aconteceu. Terminada a vitoriosa campanha, o deputado pernambucano tirou os aliados do eleito do comando em quase todos os Estados – inclusive no Amazonas – e colocou deputados federais da bancada – a segunda maior da Câmara.
Agora, com essa declaração, que não ocorreu durante uma entrevista, mas espalhou-se rapidamente, Bolsonaro sinaliza um rompimento com o PSL, que pode ou não se concretizar. Se ocorrer, os desdobramentos em Manaus devem ser imediatos.
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