Barco usado para festa no rio, que incluía estrangeiros, presta serviço a hotéis de selva

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O barco Ana Beatriz 1, recolhido ontem pela Polícia Civil do Amazonas no momento em que navegava pelo rio Negro com cerca de 60 pessoas, inclusive turistas brasileiros e estrangeiros que participavam de evento festivo, presta serviço a grandes hotéis de selva localizados nos arredores de Manaus, a exemplo do Amazon Jungle Palace, ancorado no Lago Salvador. Os participantes da festa foram conduzidos à Delegacia Geral para prestar depoimento e orientados a retornar aos Estados de origem.

“Boa parte deles é estrangeira, e vieram provavelmente para conhecer a Amazônia, mas em um contexto muito triste. Nós estamos batalhando, vidas estão sendo perdidas, a polícia está na rua para coibir esse tipo de coisa para que a gente passe rapidamente pela pandemia. Mas, infelizmente, algumas pessoas insistem em desobedecer”, ressaltou o delegado Bruno Fraga, diretor do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).

Ele destaca que todos os participantes serão ouvidos. “Flagramos diversas pessoas realizando uma festa, a grande maioria sem máscaras, consumindo bebidas e desrespeitando o decreto estadual. Vão ser conduzidos à delegacia, vai ser feito um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), todas as pessoas que estavam praticando essa aglomeração vão ser levadas para a delegacia, vão ser ouvidas e todos vão ser responsabilizados”, acrescentou Bruno Fraga.

As outras duas embarcações, chamadas Mano Zeca e Hélio Gabriel, acompanhavam o barco onde era realizado o evento, mas sem a presença de passageiros. De acordo com o convite da festa, denominada “Imersão na Amazônia”, o roteiro previa visita a comunidades tradicionais ribeirinhas e indígenas.

“Nós constatamos estrangeiros das mais diversas nacionalidades, brasileiros também, pessoas de diversos cantos do país, de alto poder aquisitivo, com acesso à informação. Eles estão desde o dia 2 de abril navegando, passaram por comunidades indígenas. Nós vemos muitos estrangeiros falando sobre a nova cepa aqui no Amazonas, está todo mundo criticando, quando na verdade nós sabemos da fragilidade dos nossos índios em contato com pessoas de fora, principalmente em uma situação dessas”, destacou o delegado Juan Valério, coordenador do Grupo Fera.

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