A frivolidade é a característica de quem dá importância excessiva a coisas irrelevantes, superficiais ou fúteis. Em tempos de redes sociais, está é a tendência. Talvez por isso alguns perfis venham se dedicando nas últimas horas a atacar o senador Eduardo Braga (MDB) por causa da forma como ele cobrou correções em um serviço realizado pela Prefeitura de Iranduba, com recursos de suas emendas parlamentares, em uma das áreas mais maltratadas da Região Metropolitana de Manaus, o Distrito do Cacau Pirêra. E ele sequer usou expressões chulas ou palavrões. Apenas foi enfático.
Ocorre que, desde que saiu do Governo do Estado, em 2010 – há 16 anos, portanto -, adversários e até pseudoaliados do senador passaram a atacá-lo diuturnamente não porque não trabalhasse ou porque fosse incompetente e sim por causa de sua personalidade forte, que foi rotulada como truculência.
Os ataques se deveram a apenas um fator: o estilo firme e enfático de Eduardo Braga o tornou o governador mais popular desde a redemocratização do país, a ponto de levá-lo ao Senado com uma votação impactante em 2010 (mais de um milhão de votos, marca que ninguém alcançou até hoje), quando sua popularidade era tão grande que ele levou junto com ele à Câmara Alta do país a então deputada Vanessa Grazziotin (PC do B) derrotando o então favorito Arthur Virgílio Neto, e ajudou a eleger o sucessor Omar Aziz (PSD), contra m então favorito Alfredo Nascimento (PL).
A popularidade de Eduardo Braga foi construída graças justamente ao temperamento forte e às cobranças, que faziam com que sua equipe se desdobrasse para atingir as metas e entregar obras e projetos em tempo hábil. Isso fez com que ele concluísse todas as obras deixadas em andamento pelo antecessor, Amazonino Mendes – e não eram poucas -, consolidasse a Universidade do Estado do Amazonas, também herança do “Negão”, e ainda lançasse projetos novos e exitosos, como o Prosamim e as escolas de tempo integral, que se mantém vivos até hoje.
Pois o que se seguiu a esse governo de excelência foram os ataques, fogo amigo e inimigo, visando desgastá-lo e impedir sua volta ao poder. Substituíram a competência e diligência do senador por arrogância e prepotência. E água dura em pedra mole tanto bate até que fura. Graças às campanhas difamatórias, algumas situações que lhe renderam dores de cabeça jurídicas e à falta de reação, Eduardo Braga foi derrotado por José Melo na tentativa de voltar ao Governo em 2014 e teve dificuldades de se reeleger senador em 2018.
Nunca deixou de trabalhar e se empenhar pelo Estado, entretanto. Foi decisivo em várias batalhas pela sobrevivência do nosso principal modelo de desenvolvimento, a Zona Franca de Manaus, justamente por causa do estilo firme e enfático. Jamais baixou a cabeça para os poderosos de Brasília. Enfrentou bancadas poderosas como a de São Paulo sempre que necessário. E foi o político que mais recursos colocou em Manaus e no interior, tanto em relação às emendas parlamentares quanto em relação a investimentos diretos do Governo Federal.
Neste momento trava uma batalha pelo licenciamento ambiental da BR-319, antigo sonho amazonense e roraimense. E nunca esteve tão perto de conseguir seu intuito, coisa que Alfredo Nascimento não fez quando foi ministro dos Transportes duas vezes, nem presidentes como FHC, Lula, Dilma e Bolsonaro conseguiram destravar. Se o conseguir, Eduardo Braga terá usado o estilo firme e enfático de sempre para alcançar o objetivo. E trará mais um grande resultado, assim como a segurança jurídica da Zona Franca que ele conquistou na reforma tributária, da qual foi relator.
Para quem gosta de resultado, é um político e tanto. Para quem prefere as frivolidades, um arrogante truculento.
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