De uma forma geral, o programa eleitoral exibido ao meio dia de hoje, que deve ser replicado em pílulas pelos candidatos ao longo da programação das televisões e rádios, repetiu fórmulas antigas, com edições modernas e serviu para sinalizar caminhos que eles tendem a trilhar. Curiosamente, os postulantes ao Senado não entraram em confronto, a não ser uma pequena “cutucada”. Preferiram exaltar as qualidades de cada um. Já entre os principais concorrentes ao Governo a tônica foi o ataque ao grupo que comanda o Estado.
David Almeida (Avante), que tem o menor tempo entre os quatro principais concorrentes, mirou na fila do Sisreg. Ele e a vice, a médica Shádia Fraxe, prometeram acabar com o problema e chamaram o público para assistir na internet uma continuidade do programa.
Omar Aziz (PSD) relacionou as obras que fez enquanto governador, ressaltou que tinha uma arrecadação muito menor e fez uma série de ataques ao grupo que comandou o Estado nos últimos anos, estendendo as críticas para além dos mandatos de Wilson Lima e Roberto Cidade, ambos do União. Ele foi buscar o período em que seu sucessor José Melo (aposentado), David Almeida e Amazonino governaram. O detalhe é que o ex-governador, cassado em 2017, hoje está na campanha do ex-prefeito de Manaus.
Maria do Carmo se colocou como oposição a tudo e a todos, tentou criar uma vacina para o fato de nunca ter exercido nenhum mandato eletivo e se apresentou como a única opção de mudança, mas acabou retornando para a bolha quando se colocou como a candidata “de toda a família Bolsonaro”.
Roberto Cidade procurou fugir do rótulo de ser continuidade. Apresentou-se como novidade na política. Procurou destacar realizações no curto mandato de governador e adotou a imagem do caboclo amazonense.
Senado
Enquanto Alberto Neto (PL) preferiu um programa leve, com ênfase em seu jingle de campanha e tentando vender simpatia, Eduardo Braga enfatizou todas as realizações do mandato, contou com depoimento de prefeitos e do povo.
Wiilson apareceu admitindo ter cometido erros, mas enfatizando os projetos que desenvolveu no governo. Já Plínio Valério (PSDB) apareceu “cutucando” Alberto ao dizer que serve ao povo, não a políticos.
No geral, os programas enfatizaram os grandes eventos realizados no lançamento das principais candidaturas, à exceção de Maria do Carmo, que procurou um cenário histórico para suas falas.
O erro geral foi adotar a velha fórmula da exaltação aos candidatos.
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